Chefes mais velhos são mais produtivos, mas menos flexíveis e inclusivos. É o que mostra uma pesquisa da consultoria Ernst Young, que identifica as mudanças da chegada das gerações X e Y a cargos de gestões nos últimos cinco anos, provocando um mix de gerações.
A pesquisa levou em consideração mais de 1.200 profissionais norte-americanos divididos em gestores e não-gestores de três gerações: geração Y (segundo a consultoria, quem tem idade entre 18 e 32 anos), geração X (33 a 48 anos) e os “baby boomers” (entre 49 e 67 anos).
A pesquisa indicou que entre 2008 e 2013, 87% dos profissionais da geração Y assumiram um cargo de gestão, ante 38% da geração X e 19% dos “baby boomers”.
Considerando o cenário atual, a maioria dos entrevistados (80%) acredita que a geração X é a mais preparada para gerir de forma eficaz, seguido pelos boomers (76%) e pela geração Y (27%). No entanto, pensando no cenário de 2020, o número de apostadores da geração Y quase dobra, passando para 51%.
“Embora seja encorajador que a geração Y aumente significativamente suas habilidades gerenciais em 2020, a responsabilidade recai sobre as empresas para também dar-lhes oportunidades e treinamento para corresponder a esse otimismo”, diz Karyn Twaronite, sócio da Ernst & Young LLP.