As manifestações populares que ocuparam as ruas em junho abriram uma nova situação em nosso país. Transformaram as nossas perspectivas de futuro e ampliaram os limites do que consideramos possível. Reduzir o preço da passagem e conquistar o passe livre antes era "impossível", mas agora não é mais. Aprendemos que por meio da luta é possível obter conquistas e fazer transformações profundas!
Essa nova realidade levou também os trabalhadores às ruas por suas pautas próprias. Agora, é a vez dos bancários. É neste novo contexto em que se inicia nossa campanha salarial. Isso pode dar ânimo novo à nossa greve, com um envolvimento maior dos bancários, e nos trazer vitórias. Para isso, precisamos participar de cada assembleia com toda a força. Assim como a grande mídia tentou "queimar" as mobilizações de junho, os gestores dos bancos tentam enfraquecer nossa greve divulgando mentiras e coagindo bancários.
A Fenaban não surpreendeu ao propor o índice de 6,1% de reajuste, que significa menos que a reposição da inflação oficial dos últimos 12 meses. Disseram ainda que não seria possível avançar mais. O governo Dilma também silenciou e se esconde por trás da Mesa Única da Fenaban. Uma vergonha! O lucro dos grandes bancos cresceu 18,2% no primeiro semestre, comparado com o mesmo período de 2012. Além disso, as instituições financeiras cobrem toda a folha de pagamento só com a receita fácil das tarifas, praticam maiores juros do mundo. Nos bancos públicos existe muito dinheiro investido em patrocínio, propaganda e para financiar as obras privatizadas da Copa. Mas, tanto os banqueiros quanto o governo Dilma dizem que não podem garantir melhoria dos salários e direitos aos bancários.
Nossa resposta para isso é a greve! Os bancários precisam derrotar os banqueiros, o governo e as direções sindicais que não são consequentes com a luta da categoria. O PSTU apoia incondicionalmente a greve dos bancários e estará com a sua militância lado a lado da categoria, nas assembleias e piquetes. Nossa greve não pode ser apenas mais 1% na proposta da Fenaban, como nos anos anteriores! É por direitos! Contra o assédio moral e adoecimento da categoria, por isonomia de direitos, pela elevação do piso salarial, pela jornada de 6 horas para todos, pela reposição das perdas e estabilidade no emprego!
O autores, Paulo Sergio Martins e Maria Bueno de Camargo, são bancários do PSTU