Regional

Prefeitura afirma que tornado danificou 495 casas em Taquarituba


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A Prefeitura de Taquarituba (200 km de Bauru) divulgou ontem o balanço oficial dos estragos causados pelo tornado que atingiu a cidade no último domingo. Segundo a administração local, o fenômeno natural danificou 495 casas em todo o município. Cinco residências foram condenadas pela Defesa Civil e outras 29 casas foram completamente destruídas.

Seis bairros foram afetados pelo tornado em Taquarituba. São eles: Distrito Industrial, Jardim Dona Carmélia, BNH, Santa Virgínia e uma parte de um conjunto habitacional da CDHU que estava prestes a ser entregue pelo governo do Estado. O Centro da cidade também foi atingido.

Duas pessoas morreram e 66 ficaram feridas, no total. O tornado ainda danificou a rede de eletricidade e telefônica da cidade.

Diversas casas ficaram sem luz até o começo da noite de anteontem. Segundo a prefeitura, toda a energia da cidade já foi restabelecida e o serviço de telefonia já está funcionando plenamente.

Ainda não foi divulgado o valor estimado do prejuízo causado pelo fenômeno natural. O prefeito da cidade, Miderson Zanello Milléo (PSDB), afirmou na segunda-feira, que serão necessários “milhões de reais” para reconstruir Taquarituba. A rodoviária, um centro esportivo e o galpão de agronegócios tiveram perda total. O Fórum e uma escola estadual sofreram danos parciais.

A prefeitura de Taquarituba trabalha com a possibilidade de perder parte das indústrias atingidas pelo tornado de domingo. Das 38 empresas afetadas, 80% tiveram prejuízo total e muitas não tinham cobertura completa pelo seguro. Outras já enfrentavam situação econômica difícil, como uma empresa da área têxtil que estava endividada e ainda perdeu todo o estoque, além do galpão industrial e máquinas. O prefeito Miderson Milléo (PSDB) espera que o apoio do governo estadual seja efetivo para reverter esse quadro. Na cidade, na segunda-feira, o   governador Geraldo Alckmin garantiu uma linha de crédito especial para as empresas atingidas.

De acordo com Milléo, alguns silos armazenavam produtos agrícolas de terceiros e, se não houver cobertura do seguro, os empresários irão quebrar. Alguns armazéns tinham R$ 20 milhões em grãos estocados, segundo ele. De acordo com o prefeito, o mais lamentável é que o parque industrial da cidade tinha acabado de se consolidar quando ocorreu o desastre. “Lutamos muito para trazer empresas.” O risco agora é a desistência daquelas que têm intenção de se instalar no município. Ele calcula em pelo menos quatro anos o prazo para que a situação econômica da cidade volte ao normal. “Só em empregos e salários a perda será enorme.”

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