Internacional

Governo russo deve decidir hoje o futuro de ativistas do Greenpeace detidos

Folhapress
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As autoridades russas devem ouvir hoje em Murmansk os 30 ativistas do Greenpeace detidos desde semana passada, entre eles a bióloga brasileira Ana Paula Alminhana Maciel, 31 anos.

Até às 19h de ontem (12h, horário de Brasília), a brasileira ainda não tinha sido interrogada, informou à reportagem o embaixador do Brasil na Rússia, Fernando Mello Barreto.

“A informação obtida é a de que em 48 horas, a findar hoje à tarde, todos os tripulantes deverão ser liberados ou processados após os respectivos interrogatórios”, disse Barreto. Segundo ele, a diplomata da embaixada enviada a Murmansk (norte do país, onde os ativistas estão detidos) permanece no local prestando assistência à bióloga. De acordo com o embaixador, Ana Paula Maciel “conta com assistência jurídica da Greenpeace e deverá contar com intérprete do governo russo como determina a lei local”.

Os membros do Greenpeace faziam um protesto na embarcação Arctic Sunrise contra a estatal russa de gás e petróleo Gazprom quando foram detidos no Ártico.

As autoridades russas chegaram a anunciar anteontem que pretendem processar os ativistas por pirataria, cuja pena pode chegar a 15 anos.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse ontem, porém, que eles violaram a lei internacional, mas sinalizou que não devem ser acusados de pirataria. “É absolutamente evidente que eles não são, claro, piratas, mas sob um aspecto formal estavam tentando invadir esta plataforma... É evidente que essas pessoas violaram a lei internacional”, disse Putin em um fórum sobre o Ártico.

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