Um cartaz com a frase “Criadouro Aedes: doa-se larvas” pregado no portão de um depósito de postes chamou a atenção durante uma semana de quem passava pela quadra 11 da rua Aparecida, no Jardim Santana, região norte.
O terreno, que pertence à empresa Tel Telecomunicações (Tel), possui uma grande poça de água acumulada, lixo como garrafas PETs espalhadas e até mesmo um animal morto que incomodou a vizinhança.
A dona de casa Maria Aparecida da Silva Arcângelo, 50 anos, mora ao lado do terreno e conta que o local está sempre sujo. “Aqui em casa já apareceram escorpião e caramujo por conta de todo o lixo. E esta poça de água nunca seca, o que é um perigo para o pessoal do bairro por poder gerar o mosquito da dengue”, completa.
A assessoria da Tel disse ao JC que o local já havia sido vistoriado e a solicitação de limpeza, como corte de mato e um caminhão de pedras para encobrir a poça de água, já estava sendo providenciada.
“Retiramos o animal morto e colocamos a terra para acabar com a poça de água, que foi originada por um cano do Departamento de Água e Esgoto (DAE) que estourou. Agora vem o caminhão de pedras para nivelar o local”, explica Camila Côrrea, supervisora de comunicação da empresa.
Escoa
Em nota o DAE disse que “o acúmulo de água parada que há no local se refere à água servida que escoa pelo ralo depois de ter sido utilizada, por exemplo, para lavar roupa e limpar piscina”. E que na quadra 10 da mesma rua existia um vazamento de água que já foi consertado.
Bauru totaliza em 2013, até o momento, 7.421 casos de dengue, sendo 7.334 autóctones e 13 importados, com duas mortes.