Na "saúde" muitas foram as denúncias e o resultado calamidade pública, muitas também foram as desculpas em meio ao circo de horrores que cidadãos (contribuintes) viveram e vivem todos os dias. A educação brasileira não é diferente. Um em cada 10 brasileiros com idade acima de 15 anos de idade não consegue escrever um bilhete simples.
Esse contingente é de 14,2 milhões e os dados são de 2011, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nove em cada 10 estudantes da oitava série têm dificuldade na resolução das quatro operações matemáticas, segundo o Ministério da Educação e Cultura (MEC).
Eis o quadro tenebroso e contrastante de uma instituição básica para qualquer povo.
Sendo assim: a "educação" de Bauru também não é diferente. A Secretaria da Educação é um faz-de-conta, se denúncias estamparem jornais, rádios e televisões outro circo de horrores aparecerá, desculpas também e com certeza terão que decretar calamidade pública.
O município de Bauru já respira "sistema de ensino", só que para por aí, entra ano sai ano e o faz-de-conta persiste.
Problemas existentes, cito alguns:
- Muitas das unidades escolares foram construídas de maneira inadequada;
- Falta de segurança: bairros se modernizam e as unidades escolares param no tempo;
- Trabalhadores de apoio (ajudante geral, servente de escola, merendeira, etc.) ganham salários miseráveis em relação a diretores, professores, e nomeados. Onde está a isonomia?
- Desvio de função, algo inaceitável!
- Falta de informatização, gerando burocracia, estresse, excesso de papéis, e um péssimo atendimento aos pais ou responsável legal;
- Equipamentos de informática ultrapassados e sucateados;
- Internet (via rádio) lenta;
- Remanejamento, feito de forma equivocada (preguiça) e que não satisfaz os servidores públicos municipais da Secretaria da Educação;
- Contratação de trabalhadores de apoio para o expediente da Secretaria Municipal da Educação e também para as unidades escolares infantis e fundamentais;
- Contratação de assistentes sociais para servir as unidades escolares, pois a "educação dos filhos" em alguns casos não é levada a sério pelos pais ou responsáveis legais;
- Departamento jurídico para amparar os servidores públicos municipais da Secretaria Municipal da Educação, pois lidamos com pessoas e assim conflitos são inevitáveis;
- Ensino especial, inclusão é necessária, mas somente se existir uma equipe multidisciplinar presente todos os dias;
- Verba existe, então por que falta investimento em equipamentos, informatização e qualificação profissional?
- Na teoria dos "educadores modernos" tudo é possível, mas na prática nada funciona.
Espero que este faz-de-conta seja matéria de jornais, rádios e televisões. Nós bauruenses não podemos mais esperar as próximas eleições para consertar o que está errado, o momento chegou, a "educação" de Bauru é a bola da vez. Pergunto: prefeito, secretária da Educação, vereadores e demais autoridades públicas, vocês matriculariam seus filhos ou netos em unidades escolares municipais?
João Carlos Lourenço