O Dia Mundial do Coração, celebrado no dia 29 de setembro, é uma data relevante para lembrar a população que medidas simples do dia a dia podem significar cuidados essenciais na prevenção de doenças, como infartos e derrames. Combater o sedentarismo e mudar alguns detalhes na alimentação é fundamental. Pensando nisso, Becel sugere três opções de receitas saborosas: abobrinha e tomates assados, arroz integral com lentilha e manjericão e creme de aspargos com nozes.
Transformações na rotina diminuem as ocorrências de infartos e derrames
Doenças cardiovasculares são a causa de 33% das mortes no Brasil. Segundo dados do estudo Interheart*, 49% dos casos de infarto agudo do miocárdio poderiam ter sido evitados caso os níveis de gorduras (como o colesterol, por exemplo) no sangue estivessem controlados. Nesse Dia Mundial do Coração é relevante lembrar à população que medidas simples do dia a dia significam cuidados essenciais na prevenção de infartos e derrames.
Combater o sedentarismo e mudar alguns detalhes na alimentação é fundamental e não necessariamente um processo árduo. Com pequenas mudanças na rotina, os brasileiros podem evitar esse risco e aumentar a qualidade de vida. "Em geral, é difícil alterar os hábitos alimentares de uma só vez. Mas com pequenas mudanças na rotina, como rechear o prato com legumes e verduras coloridos, por exemplo, é possível obter grandes benefícios para a saúde do coração", explica Laís Aliberti, nutricionista da Unilever.
Diferença entre gorduras
Comumente conhecida como vilã, a gordura não deve ser cortada da dieta e é essencial para uma alimentação saudável. O segredo é saber diferenciar os tipos de gorduras e seus benefícios: as consideradas "ruins" são as saturadas e trans, pois seu consumo excessivo está ligado ao aumento do risco de doenças cardiovasculares. A gordura saturada, por exemplo, está presente em alimentos como a manteiga e leite integral.
Optar pelas gorduras consideradas boas ? mono e poliinsaturadas ? é uma forma de cuidar da saúde do coração e do corpo, uma vez que colaboram para a manutenção dos níveis adequados de colesterol. Elas podem ser encontradas, na maioria das vezes, em alimentos ricos em gorduras de origem vegetal, como azeite, óleo de soja e seus derivados, como maionese e cremes vegetais.
Para não errar, é importante conhecer os alimentos e saber o que é ingerido. "Ler rótulos é fundamental. A tabela nutricional é uma forte aliada na hora de escolher o que comer", orienta Laís.
Entre os pequenos passos que proporcionam grandes mudanças, a nutricionista recomenda, ainda, a ingestão dos alimentos conhecidos por funcionais ? que além das funções nutricionais básicas, entregam outros benefícios à saúde. Para aqueles que estão com o colesterol elevado, devem estar na lista alimentos adicionados com fitoesteróis, substâncias que auxiliam na diminuição do colesterol ruim (LDL).
Fitoesteróis e a prevenção
A vantagem desses produtos é a concentração das substâncias. "No caso dos fitoesteróis, a quantidade recomendada para redução de até 10% do LDL-colesterol é 1,6g diárias. Para conseguir isso, a pessoa teria que comer 340 tomates, 168 cenouras ou 66 laranjas. Com duas colheres de sopa de creme vegetal adicionados com a substância, já é possível cumprir essa meta", conclui Laís.
Confira abaixo mais detalhes sobre os alimentos que ajudam você a cuidar do seu coração:
- Azeite: o azeite é um óleo rico em gorduras monoinsaturadas, mas deve ser consumido com moderação, por ser altamente calórico. Uma colher de sopa do produto tem cerca de 105 calorias.
- Maionese industrializada: apesar de ser considerada como "vilã" por muitos, a maionese é feita com óleos vegetais e contém gorduras boas ? mono e poliinsaturadas. Além disso, a versão industrializada contém apenas 40 calorias por colher de sopa.
- Creme Vegetal: ao contrário da sua maior concorrente, a manteiga, as margarinas e cremes vegetais não possuem gordura animal e colesterol. São produzidas com os óleos vegetais, com gorduras poliinsaturadas e também são encontradas no mercado com versões funcionais, enriquecidas com fitoesteróis.
* Yusuf S, Hawken S, Ounpuu S, Dans T, Avezum A, Lanas F, McQueen M, Budaj A, Pais P, Varigos J, Lisheng L, on behalf of the INTERHEART Study Investigators. Effect of potencially modifiable risks factors associated with myocardial infarction in 52 countries (the INTERHEART Study): case control study. Lancet. 2004; 364: 937-52.
*Colaboração: Concept PR