Aceituno Jr. |
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Grupo fez alongamento antes da caminhada, enquanto a chuva não passava |
O domingo preguiçoso, que começou cinza e frio, não foi obstáculo para as pessoas que decidiram vencer o próprio peso. Saltaram cedo da cama para uma caminhada na avenida Getúlio Vargas, em Bauru. Enquanto a chuva dava mostras de que frustraria expectativas, fizeram um rápido alongamento. Na primeira trégua, foram os primeiros a tomar a via interditada para o footing.
A determinação é uma resposta do grupo que se submeteu à cirurgia bariátrica (redução de estômago) e já colhe os frutos da melhoria na qualidade de vida.
Natalia Zanini, 27 anos, por exemplo, não saía de casa antes da operação realizada em 10 de julho. A baixa autoestima não lhe permitia. Com hipertensão, ainda lutava contra o diabetes descontrolado. Tomava dez unidades de insulina à noite, mais um remédio no mesmo horário, além de outros dois pela manhã. Todos com a mesma finalidade.
Saiu do hospital livre da insulina e agora, 20 quilos mais magra, não precisa mais de qualquer medicamento. “Sou outra pessoa”.
Sente-se da mesma forma o contabilista José Roberto Daladonio, 57 anos. Em quatro meses, perdeu 22 quilos. Além de se controlar nas refeições, agora faz atividade física seis vezes por semana. “Tenho mais disposição para trabalhar e também passei a dormir melhor”, comenta.
Avaliação
Ontem, ele também participou da atividade promovida pela clínica Unigastro e pelo grupo Felicidade, cujo objetivo é reunir pessoas que se submeteram à cirurgia. Atualmente, o risco de mortalidade por conta do procedimento é o mesmo da retirada de uma vesícula, explica o endocrinologista Gregório Lima de Souza. “Hoje é feita por meio de videolaparoscopia. A recuperação é mais rápida. É preciso avaliar o risco-benefício”, comenta o médico. De acordo com ele, o Brasil é o segundo país no mundo onde mais se faz a operação. Só perde para os Estados Unidos.
“São cerca de 80 mil cirurgias por ano. É uma ferramenta. É o início de uma mudança de hábito de vida para que se consiga ter o benefício da perda de peso, mas principalmente o benefício da melhora da qualidade de vida”.
A operação é indicada para casos específicos, de obesidade avançada e grave, desde que problemas de saúde concomitantes do paciente estejam controlados.
