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Tênis

Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 5 min

ROBSON CAMPEÃO

Confirmando seu favoritismo, já que é o primeiro em ranking brasileiro na categoria 45/49 anos, além de principal cabeça de chave no torneio, o bauruense Robson Bueno sagrou-se campeão do ITF (Federação Internacional de Tênis) Seniors, disputado na semana passada, no Tênis Clube de Santos. Na final Robson venceu o goiano Alexandre Lobo, atual segundo do ranking, por 2 sets a 1. O torneio contou pontos para os rankings brasileiro e mundial.


MARCELO ZORMANN

O tenista linense Marcelo Zormann, 17 anos, conquistou na última semana as medalhas de ouro nas provas de simples masculina e duplas mistas, nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, disputados em Lima, no Peru. Na final de simples, derrotou o peruano Pedro Lamachkine. Em duplas mistas, ao lado da peruana Camila Vargas, venceu na final a também brasileira Carolina Meligeni (sobrinha de Fernando Meligeni) e o boliviano  Murkel Delliano. Marcelo, que é neto do conhecido professor de tênis da cidade de Lins, Sérgio Zormann, atualmente treina no Instituto Gaúcho de Tênis, em Porto Alegre (RS). Os Jogos Sul-Americanos da Juventude envolvem 17 modalidades esportivas e apenas atletas entre 14 a 17 anos podem participar.

RECORDE DE GRAND SLAMS

Quando o suíço Roger Federer, agora com 32 anos, em julho de 2012, venceu Wimbledon, chegando a 17 títulos de Grand Slam, um recorde, três a mais que o americano Pete Sampras, o segundo maior vencedor, com 14 títulos, muitos acreditavam que nenhum jogador da geração atual seria capaz de ultrapassar a marca do suíço. No entanto, com o título de Rafael Nadal, no US Open-2013, o espanhol chega a 13 conquistas em torneios desse nível. Federer não atravessa boa fase, e pela idade, dificilmente irá vencer mais algum Grand Slam; já Nadal, cinco anos mais moço, vem jogando cada vez melhor e, pode sim, chegar a 17 Grand Slams, ou até mais que isso. Entretanto, o maior adversário do espanhol para tal façanha será sua saúde, ou melhor, de seus joelhos, que no ano passado o deixaram fora das disputas por sete meses seguidos.

BATALHA DOS SEXOS

A partida denominada “Batalha dos Sexos”, disputada na última sexta-feira, em Pequim (China), envolvendo o sérvio Novak Djokovic, 25 anos, primeiro do mundo e a chinesa Na Li, 31 anos, quinta do ranking feminino, de nada teve em comum com outro jogo, realizado há 40 anos, entre a americana Billie Jean King e o também americano Bobby Riggs, no Houston Astrodome, diante de 30 mil pessoas. Aquele foi um jogo de “verdade”, em melhor de cinco sets, vencido por Billie Jean, por 6/4,6/3 e 6/3. Nos dias que antecederam aquele confronto houve muita conversa (guerra de nervos) de ambas as partes, o que tornou a partida ainda mais interessante. Na época, Billie Jean, tinha 30 anos e Bob 55, o que dava mais equilíbrio à partida. O “jogo” entre Djokovic e Na Li, no Estádio Olímpico de Pequim, foi visto por 12 mil pessoas. Na verdade foi um mini jogo, apenas algo mais para promover os  torneios ATP 500 (masculino) e China Open (feminino) que estão em andamento em Pequim. Vencia quem fizesse primeiro, três games. Na Li, saía, em todos os games, com 30 x 0, mesmo assim foi preciso muito “esforço” por parte do sérvio para levar o jogo ao empate em 2 a 2. O desempate seria pelo tie-break, ou seja, vencia quem fizesse sete pontos primeiro, ou quem primeiro fizesse um “ace” (saque em que o adversário nem toca na bola). Djoko, saiu três a zero, aí Na Li fez um “ace” e venceu...  

MAIS UM TÍTULO

A brasileira Teliana Pereira,  25 anos, venceu mais um torneio. Dessa vez, o ITF Challenger, com premiação total de US$ 25 mil, disputado na semana passada, em Sevilha (ESP). Foi o terceiro título consecutivo de Teliana e o quinto no ano. Todos os outros foram conquistados na França. Com os pontos de mais esse título, deve entrar no grupo das primeiras 90 do mundo.


DICA

Sempre que possível, os “lobs” (bola alta, quando o adversário está na rede) devem ser executados no “backhand” (esquerda para destros, direita para canhotos) do adversário. Assim, se seu “lob” não atingir a altura e profundidade necessárias para encobrir seu adversário, o forçará a fazer um golpe de difícil execução, que é o voleio alto de “backhand”. Se você não está em posição para a execução de um “lob” no “backhand”, pelo menos tente um “lob” alto, profundo, na paralela. Isso fará com que o adversário tenha que se deslocar do centro da quadra para a execução do “smash” (golpe dado por sobre a cabeça), o que também pode levá-lo ao erro.


CURIOSIDADE

Além de uma raquete que favoreça o jogador conforme seu estilo de jogo, para um bom desempenho, o encordoamento e sua tensão também são fatores determinantes no resultado do jogo. O suíço Roger Federer chega a gastar US$ 150 mil (350 mil reais) por ano com o americano Nate Ferguson (encordoador), que o acompanha em todos os torneios de que participa. Em Grand Slams, Nate chega a preparar 12 raquetes diariamente, com diferentes tensões, dependendo do clima e o adversário que Federer vai enfrentar. O suíço usa, numa mesma raquete, dois tipos de encordoamento, também chamado de encordoamento hibrido: nas horizontais, tripa natural (feita com intestino de boi); e nas transversais, sintética (luxilon alu power). O sérvio Novak Djokovic  e o britânico Andy Murray, também usam cordas hibridas (sintética e tripa natural). Cerca de 80% dos tenistas usam cordas sintéticas, entre esses, o espanhol Rafael Nadal, que utiliza sintéticas com 1,30mm de espessura, pouco mais grosso para a média dos tenistas que é de 1,25mm de espessura. Se os jogadores “top” ganham as cordas e alguns, até um bom dinheiro para usá-las, muitos tem que pagar por elas e pagar também o serviço de quem as põem na raquete. Em Grand Slams, esse serviço gira em torno de 30 dólares (70 reais), por raquete. Quando jogadores estão numa fase ruim, autoconfiança em baixa, a corda da raquete e sua tensão, muitas vezes pagam o “pato”. Para um jogo de primeira rodada de Roland Garros, anos atrás, o americano André Agassi entrou na quadra com 24 raquetes, de diferentes tensões de cordas.


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