Tribuna do Leitor

Água e energia elétrica: a base de tudo


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Senhor José Pedro Naisser, concordo, se pelo menos 1% do volume de palestras, eventos e blá, blá, blás sobre meio ambiente fosse posto em prática já estaria de bom tamanho por parte dos ambientalista e todos os órgãos e ongs e secretarias que se dizem protetores da natureza. O que esperar do discurso do Brasil se o prefeito escolhido para representá-lo governa uma cidade que nem tratamento de esgoto tem, e agora o discurso não é mais a falta de dinheiro, porque depois de 5 anos finalmente encontraram o fundo perdido: o PAC disponibilizou R$ 118 milhões dos R$ 174 milhões liberados para Bauru, além dos 76 milhões que o DAE tem da contribuição dos consumidores. Porque agora está nas mãos dele fazer o que criticou e lutou tanto para que a cidade parasse de ser a maior poluidora do Tietê.

A poluição faz parte da paisagem, para todo lugar que se olha nessa cidade tem uma fumaça de queimada, há décadas que a chaminé que foi Sanbra, Bunge e a atual, que se diz sustentável, mas a "Sina" é dos bauruenses, não só para aqueles que moram nos arredores como por todo lugar, porque fumaça não respeita limites, ela vai onde o vento soprar esse cheiro insuportável 24 horas por dia, nada melhor que poder respirar o ar da manhã ou da noite sem a contaminação do dia a dia, nos arredores dessa chaminé, isso está fora de cogitação.

Nos discursos, tudo parece sob controle, tudo está bem resolvido mas palavras que não viram ações se perdem ao vento e só servem para encher páginas e páginas de papel, de sites e notícias. O tratamento de esgoto não é o único problema, e água nossa de cada dia? Não concordo com o senhor Shigueko Sakai, represa no Batalha não é uma solução sustentável, o mais egoísta dos seres não pensa nos animais e na vegetação e querem pegar um atalho na solução mais rápida. Essa cidade não precisa de inundar mais nada, pois já tem inundações demais onde não deveria, portanto, ao invés de querer inundar pensem nas que precisam ser resolvidas urgentemente e é só passar a chuva que fica o dito pelo não dito.

Usem a inteligência e a tecnologia para o reaproveitamento da água da chuva que inunda, porque segue seu curso para o Córrego da Flores que virou a Nações Unidas, não sabiam que água faz isso? O Batalha precisa de cuidado, mais fiscalização com os que vivem em suas margens e a conscientização dessa gente que joga de tudo em suas águas e depois é preciso muita química para torná-la potável.

A humanidade cresceu e há muito tempo que não é mais possível ter como solução descartar esgotos doméstico, industrial e tudo o que querem se livrar até animais mortos na água, os humanos adquiriram inteligência, mas não a usam com pensamento coletivo e a longo prazo. Deveriam aprender com os animais, eles colocam seus dejetos na terra que se decompõem mais rápido porque a terra tem a sapiência de transformá-los em adubo e reutilizá-los com menos problemas para o meio ambiente.

Quanto ao preço da água o senhor Shigueko está certíssimo, em Bauru o m3 custa R$ 6,14; mil litros de água tratada por seis reais e quatorze centavos, menos que o preço de 3 litros de leite e muito menos que de uma cervejinha ou o refrigerante que têm custos elevados por conta dos venenos que são adicionados não por causa da água.

Nesse comparativo é quase inadmissível tanta inadimplência nas contas de água e também não concordo com isenção por baixa renda. Sendo a água junto com a energia elétrica os pilares para a vida funcionar, tem que ter prioridade no pagamento, evitando os transtornos e as taxas que podem ser maiores que a própria conta. Mesmo pagando já não respeitam e não cuidam. Por que todos temos que pagar para que muitos utilizem sua renda mínima em fumo, álcool e outros venenos? Acorda para a vida, povo brasileiro, esse país é um continente farto e que uma boa parte de seus filhos não faz por merecer. Nós somos dependentes da natureza, por isso deveríamos ter o mínimo de respeito com ela.

Dora Canaver

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