Sabemos que os banqueiros obtêm lucros excessivos aqui no Brasil. E é preciso reconhecer que grande parte das reivindicações dos trabalhadores bancários são justas e deveriam ser atendidas.
No entanto, nessa radical queda de braço entre patrão e empregados, quem está se tornando vítima são os clientes de bancos e grande parte da população que precisa de serviços não executados pelos caixas eletrônicos. E o mínimo de pelo menos 30% de continuidade desse serviço essencial garantido pela Constituição e pela Lei de Greve não está sendo cumprido em várias agências bancárias.
Portanto, seria racional que as duas partes do conflito trabalhista abrissem mão de intransigências e chegassem a um acordo o mais breve possível. Com radicalização não se chega a lugar nenhum.
Pedro Valentim