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Papa pede humildade a cardeais que o aconselharão em reforma

Folhapress
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O papa Francisco deu início, nesta terça-feira (1º), à reunião do Conselho dos Cardeais no Vaticano para formular um projeto de reforma da Cúria Romana.

 

Antes, o papa celebrou a Missa em Santa Marta com a presença dos cardeais do Conselho na qual desejou que a reunião renda todos "mais humildes, mais pacientes, mais confiantes de Deus, porque a Igreja possa dar um belo testemunho às pessoas e vendo o povo de Deus, vendo a Igreja, sintam a vontade de vir com nós".

 

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Durante missa celebrada hoje, papa Francisco pede humildade a cardeiais que o aconselharão em reforma da Cúria Romana

Francisco explicou que a vida do cristão é a da humildade e a força do Evangelho está nisso, "porque o Evangelho chega ao ponto mais alto na humilhação de Jesus, humildade que se torna humilhação".

 

A força do Evangelho "está na humildade, humildade da criança que se deixa guiar pelo amor e pela ternura do pai", continuou o papa.

 

"Bento 16 nos dizia que a Igreja não cresce por proselitismo, cresce por atenção, por testemunho", afirmou ele. "E quando as pessoas, os povos veem este testemunho de humildade, de ternura, sentem a necessidade que fala o profeta Zacarias: 'Queremos ir com vós'. As pessoas sentem a necessidade diante do testemunho da caridade, desta caridade humilde, sem prepotência, não suficiente, humilde, que afora e serve", disse o pontífice.

 

O papa concluiu a missa com um pensamento especial para a reunião com o Conselho dos Cardeais, exigido por ele para auxiliá-lo na administração da Igreja. "Hoje aqui, no Vaticano começa a reunião com os cardeais consultores, que estão concelebrando a missa".

 

Também hoje, o jornal italiano "La Repubblica" publicou uma entrevista na qual o papa afirma considerar a igreja "muito vaticano-cêntrica".

 

O pontífice afirmou que "os chefes da Igreja geralmente têm sido narcisistas, amantes da adulação e excitados de forma negativa por seus cortesãos". "A corte é a lepra do papado", disse, antes de emendar que, apesar de a cúria (governo da Igreja) não ser propriamente uma corte, existem "cortesãos".

 

Banco

 

O Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido como Banco do Vaticano, publicou hoje pela primeira vez seu balanço anual, o que faz parte de medidas para melhorar a transparência da entidade, e declarou um lucro líquido de 86,6 milhões de euros (R$ 261 milhões) em 2012, dos quais 54,7 milhões (R$ 162 milhões) foram para os cofres da Santa Sé.

 

Os outros 31,9 milhões (R$ 96 milhões) são reservados para "eventuais riscos operacionais gerais". Em 2011, o lucro da entidade foi de 20,3 milhões de euros (R$ 61 milhões).

 

Até agora, o Banco do Vaticano, que tinha sido incluído na "lista negra" das instituições financeiras em função de seu secretismo, não publicava suas contas.

 

O novo presidente da instituição, Ernst von Freyberg, nomeado em fevereiro de 2013 por Bento 16, explicou em entrevista à Rádio Vaticano que "o IOR está comprometido com um processo de exaustivas reformas para promover os mais rigorosos padrões profissionais".

 

As mudanças incluem a "implementação de rígidos processos contra a lavagem de capitais e a melhora de nossas estruturas internas", acrescentou.

 

Um documento de mais de cem páginas contém ainda um resumo das contas dos primeiros oito meses de 2013 e um relatório de uma auditoria internacional.

 

No total, o IOR administra 13.700 de contas de membros do clero e funcionários e ex-funcionários do Vaticano.

 

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