Divulgação/Portugal Telecom |
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Zeinal Bava foi CEO da PT até este ano, quando assumiu a Oi |
A PT (Portugal Telecom) e a Oi fecharam um acordo de fusão para formar um gigante global do setor de telecomunicações. A operação prevê um aumento de capital de R$ 7 bilhões na companhia brasileira.
A nova companhia será chamada de CorpCo e soma pouco mais de 100 milhões de clientes distribuídos por Brasil, Portugal e alguns países da África e Ásia. A receita combinada é de R$ 37,45 bilhões.
Os controladores estimam uma sinergia de R$ 5,5 bilhões com a formação do negócio. A expectativa é que a transação seja concluída no primeiro semestre do ano que vem.
Zeinal Bava, que hoje acumula as presidências de Oi e Portugal Telecom, comandará a nova companhia.
"A ambição é estar entre os maiores players [grupos] globais, assumindo uma vocação multinacional, desde a primeira hora, num setor em profunda transformação e afirmando-se como uma referência em termos de inovação tecnológica, excelência operacional e criação de valor acionista", disse Bava.
A empresa portuguesa adquiriu em 2010 uma participação de 22,28% do capital da Oi, por 3,54 bilhões de euros. Atualmente possui 23,6% do pacote acionário da empresa brasileira.
A fusão acontece de maneira simultânea à venda da participação da PT na operadora Vivo para a espanhola Telefónica, por 7,5 bilhões de euros.
Vivo E TIM
Na semana passada, o grupo espanhol Telefônica, que no Brasil controla a Vivo, anunciou a ampliação da sua participação na Telecom Italia, dona da TIM, de 46% para 66%.
Pelas regras do setor de telecomunicações no Brasil, não pode haver sobreposições de outorga: ou seja, um mesmo grupo não pode ter duas empresas que atuam no serviço móvel pessoal (telefonia móvel) em uma mesma região.
A estrutura do acordo dá mais tempo para a Telecom Italia estudar uma possível venda da TIM Participações no Brasil e prosseguir com o plano de separação de sua rede fixa, ativo visto como estratégico por políticos italianos.
O negócio gerou diferentes discursos dentro do governo. O ministro Paulo Bernardo chegou a dizer que a fusão representaria uma concentração muito grande na mão de um grupo do ponto de vista da legislação brasileira . Mas ele foi desautorizado pela presidente Dilma Rousseff, que afirmou que o ministro não falava em nome do governo. Bernardo mudou em seguida de discurso e disse que estava ocorrendo uma discussão na Itália, onde o negócio seria concretizado, com reunião do conselho das empresas.
"Vamos esperar para ver o que vão trazer. Eles têm um prazo para informar as autoridades brasileiras e se houver mudança vão pedir autorização, daí vamos nos posicionar", disse Bernardo. "O Cade tem que examinar exatamente isso, a questão da concentração de mercado. Eu acho que nós não devemos ficar falando por um motivo simples: essa briga não é aqui no Brasil."
