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Amarildo pode ter sido torturado, diz delegado após indiciar dez PMs

Por Diana Brito | Folhapress
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O delegado Rivaldo Barbosa, titular da Divisão de Homicídios do Rio de Janeiro, afirmou na tarde de ontem que tomou como base um conjunto de provas testemunhais para indiciar os dez policiais militares por tortura seguida de morte e ocultação de cadáver (veja quadro). Segundo ele, uma das hipóteses é que Amarildo tenha sido torturado no matagal do parque ecológico no entorno da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na zona sul carioca.

“Dentro do conteiner (da UPP) não existia marca de sangue. Ele não foi torturado ali. Estamos convictos do que o inquérito apurou”, afirmou o delegado, em entrevista coletiva na Divisão de Homicídios, sem dar mais detalhes.

Barbosa disse que o inquérito foi encerrado anteontem na delegacia com mais de 50 depoimentos. Agora, a polícia aguarda manifestação do Ministério Público e decisão judicial.

Foram pedidas as prisões preventivas dos policiais por indícios de ameaças às testemunhas. De acordo com a investigação, nenhum PM suspeito confessou o crime. Eles negam envolvimento no desaparecimento do ajudante de pedreiro.

Três pessoas que prestaram depoimentos contra os policiais foram incluídas no programa nacional de proteção à testemunha.

Segundo os PMs, Amarildo foi levado para a sede da UPP, onde a identidade dele teria sido averiguada. Depois, ele teria descido pela escadaria lateral, depois de ser liberado, local onde a câmera de segurança não funcionava.

Ainda naquela noite, após a abordagem, os mesmos policiais saíram com a viatura da sede da UPP para abastecer no Batalhão de Choque, no centro do Rio.

A cúpula de segurança do Rio informou que trabalha com a hipótese de que o ajudante de pedreiro esteja morto. Os policiais responsáveis pela investigação do caso trabalham com duas hipóteses: a de que ele tenha sido morto pelos PMs ou por traficantes.

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