O acordo pactuado entre a Secretaria Municipal de Saúde, Ministério Público Estadual e o Hospital Beneficência Portuguesa para a internação de pacientes que aguardam vaga há mais de 48 horas na rede pública não inclui o encaminhamento de casos cirúrgicos.
Na noite de ontem, um homem de 47 anos completou dois dias de espera na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bela Vista e não será transferido para a unidade hospitalar da rede privada porque precisa de cirurgia.
Segundo o JC apurou, o paciente é hipertenso, diabético e enfrenta problemas de circulação sanguínea, o que poderá levar à amputação de um dos membros. Para ser internado, dependerá de leito a ser liberado pelo Hospital Estadual ou Hospital de Base.
Na semana passada, a Justiça bloqueou R$ 200 mil de contas do Estado de São Paulo para que os pacientes que esperavam por vaga há mais de 48 horas pudessem ser internados em hospitais particulares. O valor estimado para essas internações é de R$ 1.750,00 por dia nos leitos de UTI e R$ 600,00 nos comuns.
Os leitos cirúrgicos teriam sido excluídos do pacto por terem custo substancialmente superior. Até a noite de ontem, 11 pessoas aguardavam nas unidades de urgência e emergência do município há menos de 48 horas por vaga de internação.