Novo reajuste oferecido é de 7,1%, um ponto percentual a mais que a primeira oferta apresentada à categoria
Após 16 dias de greve, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) enviou, ontem à tarde, uma nova proposta às lideranças sindicais dos bancários de reajuste salarial de 7,1%, com pisos da convenção coletiva reajustados em 7,5%. A proposta mantém a fórmula de participação nos lucros, com correção dos valores fixos e de tetos em 10%, podendo chegar a 3,5 salários.
Com a nova proposta, o piso salarial para bancários que exercem a função de caixa, por exemplo, passará para R$ 2.209,01 para jornada de seis horas; o auxílio-refeição sobe para R$ 22,98 por dia; a cesta-alimentação passa para R$ 394,04 por mês, além da 13ª cesta neste mesmo valor, e auxílio-creche mensal de R$ 327,95 por filho até 6 anos.
Os representantes sindicais em Bauru se reuniram no meio da tarde de ontem para fazer uma prévia análise da proposta. “Depois de 16 dias de greve eles só nos dão um ponto percentual a mais, sendo que são o sistema mais lucrativo do mundo?”, indaga a diretora do sindicato, Priscila Rodrigues.
Uma assembleia com os trabalhadores para decidir os rumos do movimento será realizada na segunda-feira, dia 7, às 19h, na sede do sindicato, na rua Marcondes Salgado, 4-44. Enquanto isso, a greve continua em Bauru.
Proposta negada
Os bancários deflagraram a greve no dia 19 de setembro, depois de rejeitarem a primeira proposta enviada pela Fenaban, de 6,1% de reajuste. Em nota, a federação ressalta que “o piso salarial da categoria subiu mais de 75% nos últimos sete anos e que os salários foram reajustados em 58%”.
Entre algumas das reivindicações dos grevistas estão reajuste salarial de 22%, mais estabilidade no emprego, redução nas demissões, mais cargos oferecidos, fim das metas, entre outras.
Pane
Enquanto a greve continua, restam à população apenas os correspondentes do banco ou os caixas de autoatendimento para realizar as operações bancárias. O gerente de restaurante Marcos Antonio Paulino encontrou problemas nesses caixas. “Deu uma pane aqui no sistema do banco e não consigo fazer um depósito. Disseram que só segunda-feira”. Já a aposentada Elizabeth Passos de Carvalho não se sente atingida com a greve. “Não tenho nenhuma reclamação. Para mim está tudo normal, inclusive consegui retirar minha aposentadoria hoje (ontem)”, explica.