Regional

TRF rejeita liminar para soltar o piloto no caso da morte de agente

Por Lilian Grasiela | Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

O Tribunal Regional Federal (TRF) da 3ª Região negou o pedido de liminar em habeas corpus do piloto do avião no caso que resultou na morte de um agende federal em Bocaina (69 quilômetros de Bauru). Com a decisão, o homem, que conduzia a aeronave supostamente carregada com 500 quilos de droga, segue detido.

Em operação da Polícia Federal (PF), o monomotor caiu no último dia 25 às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-255). Pessoas de apoio de solo que aguardavam a chegada do entorpecente trocaram tiros com policiais federais. O agente Fábio Ricardo Paiva Luciano, 38 anos, lotado na PF de Bauru, foi baleado no peito e morreu.

Poucas horas após a queda do avião, a polícia prendeu três homens e uma mulher que fariam parte do grupo criminoso, entre eles o piloto da aeronave, que estava ferido. Na manhã seguinte, outro acusado foi preso quando tentava pegar carona na rodovia. Depois de prestar depoimento, todos foram levados para unidades prisionais da região.

Dois dias depois da operação, três dos cinco presos conseguiram alvará de soltura. Entretanto, ainda em primeira instância, a Justiça Federal reavaliou a decisão e somente soltou um deles. No caso, quem conquistou o direito de responder em liberdade foi uma mulher que, juntamente com outro homem, resgatou um terceiro na rodovia.

O piloto também havia sido beneficiado com a soltura. Contudo, foi mantido preso após a reavaliação do juiz de plantão Marcelo Zandavali. Com isso, o advogado do piloto entrou com o pedido de liminar em habeas corpus. Anteontem, conforme o site oficial do TRF, a solicitação foi negada. O mérito do pedido ainda não foi julgado. Em relação às investigações, a PF ainda não tem novidades. Conforme o JC divulgou ontem, na última terça-feira, seis dias após o ocorrido, trabalhadores encontraram um fuzil calibre 7.62 na zona rural da cidade. A arma foi recolhida e será periciada.

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