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?Perto da perfeição'


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Arthur Zanetti é o campeão mundial de ginástica artística nas argolas. Ele confirmou ontem o favoritismo no Mundial disputado em Antuérpia, na Bélgica, e garantiu a histórica medalha de ouro com uma exibição de alto nível técnico, que lhe valeu a nota 15.800. A prata ficou com o russo Alexandr Baladin (15.733) e o bronze foi para o peito do norte-americano Brandon Wynn (15.660).

 

Ricardo Bufolin/CBG/Divulgação

No topo do pódio - Campeão olímpico confirmou o favoritismo e conquistou o título mundial das argolas

O outro brasileiro a disputar uma final, ontem, foi Diego Hypolito, que acabou em quinto lugar no solo (15.366). O ouro foi conquistado pelo fenômeno japonês Kenzo Shirai, de apenas 17 anos (16.600).


Zanetti, de 23 anos, fez uma prova bastante técnica e ainda durante a apresentação foi aplaudido pelo público. Na saída, cravou a aterrissagem e já sentiu que o ouro se aproximava. “Não foi uma surpresa, a gente estava esperando o pódio. Eu sou tranquilo, não sou de ficar extravasando. Mais uma etapa da minha carreira foi concluída”.


Há pouco mais de um ano, Arthur Zanetti já era vice-campeão mundial (a prata foi conquistada no Mundial do Japão, em 2011), mas permanecia desconhecido do público brasileiro. O reconhecimento chegou com o inédito ouro olímpico conquistado em Londres, em agosto do ano passado.


Para dar à ginástica brasileira a sua primeira medalha, Zanetti derrotou o chinês Yibing Chen, tetracampeão mundial e ouro em Pequim-2008. Uma nova série, em que a nota de partida era igual à do rival asiático, permitiu que Zanetti chegasse ao título por ser considerado um atleta mais preciso em seus movimentos.


A estratégia de utilizar uma nova série voltou a ser o trunfo do ginasta neste Mundial. Antes da qualificação, disputada na última terça-feira, o elemento “Zanetti” ganhou pontuação máxima (0.600) pelo código da Federação Internacional. Assim, a nota de partida do brasileiro foi a 6.900, a maior da competição.


Mas, ontem, ele optou por não usar o movimento. “Sem usá-lo, chego com pouco mais de fôlego no fim da série e o objetivo era cravar a saída. Sabia que cravar seria um diferencial para conquistar o título”, justificou Zanetti.

 

Ameaça e promessas

Ao ser campeão olímpico, Zanetti fez um pedido. “Espero que essa medalha abra muitas portas para o meu ginásio, para mim, e para toda a ginástica do Brasil”. Mas o cenário pós-Londres foi de decepção. O ginasta pediu melhorias ao seu local de treinamento desde criança, o Serc-Santa Maria, em São Caetano do Sul (SP), além de aparelhos novos e equipamentos de musculação. Mas precisou ameaçar defender outro país, no fim de abril, para que alguma movimentação ocorresse.


O Comitê Olímpico Brasileiro enviou para o ginásio aparelhos que eram utilizados no CT da ginástica que foi demolido (funcionava no Velódromo do Rio de Janeiro) e o clube Aramaçan, de Santo André, doou equipamentos de ginástica usados.


A multinacional Unilever doou recentemente R$ 150 mil para que Zanetti e seu técnico, Marcos Goto, possam comprar aparelhos que vão beneficiar os outros atletas que treinam em São Caetano. Mas o ginásio precisa de melhorias, como calefação. Há a promessa da construção de centro de treinamento na cidade, em parceria com a prefeitura e o Ministério do Esporte.


Zanetti só terá um novo patrocinador após o Mundial, quando a Adidas será anunciada como sua nova parceira. Até o torneio da Bélgica, ele tinha os mesmos apoios de antes da Olimpíada - Caixa Econômica Federal, via Confederação Brasileira de Ginástica, e a Sadia, que passou a patrociná-lo às vésperas dos Jogos de Londres.


Hoje, no último dia de competições na Antuérpia, o Brasil terá dois representantes na prova do salto, que começa às 9h30 (de Brasília): Diego Hypolito e Sergio Sasaki, quinto colocado no individual geral, disputado na última quinta.

 

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