Tribuna do Leitor

Sobre Cristian Elvis Fernandes


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Sou avó do Cristian Elvis Fernandes. Criei ele desde que nasceu. Gostaria de pedir a correção da matéria publicada dia 26/9/13, dizendo que ele foi vítima do caos da saúde. Isso não procede, pois ele sempre foi muito bem cuidado por todos os médicos desde que nasceu. Nunca teve um plano de saúde. Sempre foi cuidado pela rede pública e muito bem cuidado. Hoje, só temos a agradecer aos médicos de Bauru: Iesso, enfermeira Nivalda, os médicos e enfermeiros do Centrinho, doutora Selma, doutora Adriana, nutricionista do Posto Ipiranga, doutora Soraia, fonoaudióloga, doutora Beatriz, pneumologista, doutor Carlos, reumatologista do Hospital Estadual, que sempre, com muito carinho e dedicação, tratou da saúde do meu neto. Infelizmente, por falta de apoio da associação Abrasc, ele foi para uma viagem longa de 16 horas de ônibus até Brasília, sendo que todos da associação foram de avião. Ele não teve esse mesmo benefício. Teve que ir com seus próprios recursos para participar de uma palestra em benefício dos deficientes surdos e cegos.

Essa viagem longa, com ar condicionado, agravou um quadro de pneumonia. Ele chegou a participar da palestra. Assim que terminou, se sentiu muito mal e foi levado ao hospital por voluntários, pois a associação nem se preocupou. Pegou o voo de volta para São Paulo e só avisou a família no dia seguinte, 6/9, pela manhã, de que ele estava internado. A irmã dele Kamila, o cunhado Júlio e a mãe Solange se deslocaram de São Paulo até Brasília e o acompanharam por 17 dias. Puderam verificar que ele teve todo atendimento necessário para tentar a recuperação, mas, infelizmente, devido a problemas de saúde pré-existentes, o quadro foi se complicando e ele veio a falecer no dia 22/9. Mas friso mais uma vez: ele não faleceu por falta de cuidados médicos.

Diante disso, eu deixo meus agradecimentos a todos os médicos que cuidaram dele, desde que nasceu até o seu último dia de vida. Agradeço aos professores, familiares, amigos, vizinhos e aos motoristas de ônibus que sempre tiveram muita atenção com ele, no embarque e desembarque, todos esses anos em Bauru. Que fique aqui registrada a frase que marcou os 37 anos de vida do meu filho neto querido: "Quando se tem um sonho e um objetivo na vida, não é pelas deficiências que devemos deixar de lutar por eles."

Terezinha de Lourdes dos Santos

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