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Mergulhadores recolhem mais 10 corpos do naufrágio em Lampedusa

Folhapress
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Neste domingo (6), foram retomadas as operações de busca dos corpos de centenas de imigrantes, vítimas de um naufrágio que ocorreu na quinta-feira passada, na ilha de Lampedusa, na Itália. "Três equipes de mergulhadores trabalham em turnos de duas horas cada, já que, devido à profundidade, só é possível ficar por seis ou sete minutos no fundo da água", disse um porta-voz dos serviços de emergência italianos, Leonardo Ricci, à imprensa local.

Dentro de meia hora, dez corpos foram trazidos para a superfície já no primeiro mergulho, disse Ricci à Reuters, apesar das rajadas de vento. A polícia ainda espera encontrar cerca de 100 corpos.

 

Dez corpos foram resgatados po mergulhadores; Polícia acredita que mais 100 serão encontrados

Cerca de 500 imigrantes estavam no barco que pegou fogo e afundou, de acordo com os sobreviventes. Mais de 200 pessoas ainda estão desaparecidas. Ao todo, 111 corpos foram encontrados, mas autoridades dizem que muitos nunca serão encontrados.

Neste sábado (5), alguns dos 155 sobreviventes somalis e eritreus prestaram homenagem aos homens, mulheres e crianças, cujos corpos estão deitados em um hangar no aeroporto da ilha.

O desastre colocou um novo foco sobre os problemas que há décadas giram em torno da imigração ilegal no norte da África. O destino dos sobreviventes enfatiza as deficiências dos centros que abrigam imigrantes e as leis que visam mantê-los afastados.

Mais de 1000 imigrantes que moram no abrigo de Lampedusa estão vivendo em condições de super lotação e falta de higiene. Centenas, incluindo famílias com crianças pequenas, dormem do lado de fora, em colchões, porque a estrutura tem espaço para apenas 250 pessoas.

O desastre de quinta-feira renovou a pressão da Itália para obter mais ajuda por parte da União Europeia e muitos legisladores locais estão pedindo mudanças imediatas nas leis de imigração. Os sobreviventes enfrentam acusações criminais e multas de até 5.000 euros ($ 6.800).

"Tudo mudou nos últimos dois anos. A maioria dos imigrantes não vêm por razões econômicas... Eles vêm de países em guerra como a Síria, a Líbia, o Egito... É necessário mudar as leis sobre asilo ", disse o primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, na SkyTG24, neste domingo.

França e Itália pediram para fazer da imigração uma das principais questões em uma reunião de ministros da UE na terça-feira, disse o chanceler francês, Laurent Fabius, em entrevista à rádio Europe 1 neste domingo.

Fabius pediu maior orçamento para a agência de fronteiras da União Europeia, Frontex, e dura repressão contra traficantes de pessoas "que fazem muito dinheiro às custas da morte de muitas pessoas".

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