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Aeromodelistas de Bauru se unem por mais estrutura e pista oficial

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Colocar um aeromodelo para voar parece simples, mas requer algumas condições mínimas, como um local aberto e que permita a segurança do voo. Atualmente, Bauru conta com cerca de 150 aeromodelistas, porém a cidade não possui nenhuma pista oficial para a prática da modalidade.

 

Quioshi Goto

Acostumado com o helimodelismo, Anderson Santana agora pilota modelos de avião também

Desta maneira, os amantes deste hobby que se tornou esporte precisam improvisar, buscando áreas alternativas, e mesmo assim, prezando pela segurança – apenas locais “descampados” são usados.


Dois pontos em regiões opostas da cidade concentram a maior parte dos aeromodelistas bauruenses aos finais de semana. Um fica na região do Núcleo Otávio Rasi, nas imediações da fábrica da Spaipa (antiga Coca-Cola), na saída para Jaú. O outro local usado para a prática da modalidade é na saída para Marília, em uma área depois da Vila Dutra.


Um dos amantes do aeromodelismo é o contador Marcelo Zanqueta, 32 anos. Em quase todos os finais de semana, ela vai até o “Aerodutra”, como ficou conhecida a pista improvisada. “Muita gente acha que é inacessível ter um aeromodelo, mas hoje em dia mudou muito, está mais fácil para o pessoal praticar. Mas não é chegar e sair voando, tem todo um procedimento, a gente preza muito pela segurança”, afirma Zanqueta.


Outro adepto da modalidade que frequenta o local é Anderson Santana, 38 anos. “A gente precisa ter uma área livre para poder voar. Estamos nos reunindo para no futuro ter uma pista, reivindicar isso junto ao Município. A gente vê que as pessoas se interessa, tem muita gente que visita aqui e gosta, começa a praticar”, explica.


“Em um dia, já reunimos mais de 25 pilotos, de uma só vez. Tem que fazer até um revezamento. As pessoas estão praticando mais, e não é só avião, tem muitos que gostam de helicóptero, que é o helimodelismo. E tem regras, certos tipos de manobra são proibidas, quem bebe não pode pilotar, tem altura de voo”, aponta Santana.

 

Associação

Para pleitear mais estrutura, os praticantes da modalidade estão se unindo para formar em breve uma entidade, que será denominada Associação Bauruense de Aeromodelismo (ABA). O empresário Eduardo Souza, 37 anos, integra o grupo que voa na região do Otávio Rasi, e é quem vem coordenando as ações para a formação da associação.


“A gente vem reivindicando uma pista. Mas para isso precisamos ter uma associação. Já foi feita uma eleição e estamos nos trâmites finais para deixar tudo em ordem em termos de documentação. Até o final do ano isso já deve estar certo”, detalha Souza, que será o primeiro presidente da entidade.


“Os dois grupos de aeromodelistas aqui em Bauru precisam usar locais improvisados pois não temos uma pista. Tendo a associação, podemos tentar uma área para ter a pista, que abrigaria não apenas o hobby, mas também competições. Neste final de semana, por exemplo, teve um festival de aeromodelismo em Lençóis Paulista, e aqui a gente não consegue ter um”, relata.


Um dos locais que foi apontado pelos aeromodelistas para abrigar uma possível pista seria o final da avenida Nações Unidas Norte, mas o grupo já foi informado que a área será usada para o prédio do futuro Instituto Federal de Tecnologia. Outro ponto seria na região do aterro sanitário, na zona rural de Bauru. “Mas a própria expansão do aterro deve inviabilizar isso”, comenta Souza. Agudos é outra alternativa, até pela privilegiada área territorial do município vizinho, de acordo com os aeromodelistas.

 

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