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Confrontos causam 44 mortes no Egito; mais protestos são esperados

Reuters
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Ao menos 44 pessoas morreram em confrontos durante protestos no Egito ontem, disseram fontes do serviço de segurança, depois que apoiadores e opositores ao presidente deposto Mohamad Mursi foram para as ruas em um dos dias mais sangrentos desde que o Exército assumiu o poder.


Em um sinal de que mais violência está por vir, um aliança incluindo a Irmandade Muçulmana chamou os egípcios para um protesto a partir de amanhã e um encontro na praça Tahrir, no Cairo, na sexta-feira, declarando: “Ninguém vai nos deter (na Tahrir) não importa qual seja o sacrifício”.


Os confrontos começaram depois que apoiadores e opositores do presidente deposto do Egito, Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, tomaram as ruas.


Os mortos sofreram, em sua maioria no Cairo, ferimentos a bala, afirmaram fontes de segurança. Outra fonte da segurança disse que 13 pessoas morreram na área próxima à estação de trem Ramses.


O ministério do Interior descreveu os confrontes como uma tentativa da Irmandade Muçulmana de “arruinar as celebrações e provocar atritos com as pessoas”.


Em comunicado, o ministério disse que 423 pessoas foram presas. A agência de notícias estatal noticiou que 44 pessoas foram mortas e que é grande o número de feridos.


Os seguidores da Irmandade Muçulmana se manifestaram no Cairo e em outras cidades pedindo a queda do chefe do Exército que derrubou Mursi.


Os militares acusam frequentemente a Irmandade de incitar a violência durante os protestos, mas o grupo nega as acusações.

 

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