O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, convocou, nesta segunda-feira (7), o embaixador do Canadá no Brasil, Jamal Khokhar, para prestar esclarecimentos sobre a denúncia de que comunicações eletrônicas e telefônicas do Ministério das Relações Exteriores foram espionadas pelo órgão de inteligência canadense. Em nota divulgada pelo Itamaraty, o ministro manifesta a “indignação” do governo brasileiro e classifica a ação de inaceitável e grave.
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Marcello Casal Jr./ABr |
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O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, quer explicações sobre denúncia de espionagem no Itamaraty |
“O ministro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, convocou hoje, 7 de outubro de 2013, o embaixador do Canadá em Brasília [Jamal Khokhar] para transmitir a indignação do governo brasileiro e requerer explicações sobre a notícia de que as comunicações eletrônicas e telefônicas do Ministério de Minas e Energia e de alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores estariam sendo objeto de espionagem por órgão de inteligência canadense”,diz o texto.
De acordo com a nota, Figueiredo classifica a ação de inaceitável e grave. “O chanceler brasileiro manifestou ao Embaixador canadense o repúdio do governo a essa grave e inaceitável violação da soberania nacional e dos direitos de pessoas e de empresas.”
Na rede social Twitter, a presidenta Dilma Rousseff disse que as novas suspeitas confirmam "razões econômicas e estratégicas" dessas práticas. Conforme reportagem veiculada pelo programa de televisãoFantástico, da Rede Globo, a Agência Canadense de Segurança em Comunicação (Csec), na sigla em inglês) teria espionado telefonemas e e-mails do Ministério de Minas e Energia.
A presidente Dilma Rousseff afirmou, nesta segunda-feira (7), em sua conta no Twitter, que as novas suspeitas de espionagem, praticadas desta vez pelo governo canadense, reveladas no domingo pelo "Fantástico", da TV Globo, confirmam "razões econômicas e estratégicas" dessas práticas. Ela disse que o Itamaraty irá exigir explicações do Canadá.
Segundo o programa, a Agência Canadense de Segurança em Comunicação (CSEC, em inglês) teria espionado telefonemas e e-mails do Ministério de Minas e Energia.
A reportagem cita uma apresentação sobre uma ferramenta da CSEC feita durante encontro de analistas de espionagem de cinco países (EUA, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia) em junho de 2012. O caso do ministério foi usado como exemplo da aplicação da ferramenta.
"A denúncia de que Ministério Minas e Energia foi alvo de espionagem confirma as razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos", disse Dilma.
"Embora o ministério tenha bom sistema proteção de dados, determinei ao mininistro [Edson] Lobão rigorosa avaliação e reforço da segurança desses sistemas", completou.
"A reportagem aponta para interesses canadenses na área de mineração. O Itamaraty vai exigir explicações do Canadá. A espionagem atenta contra a soberania das nações e a privacidade das pessoas e das empresas."