A marcha em apoio aos professores e contra a violência policial que ocorreu hoje (7) na avenida Rio Branco, entre a Candelária e a Cinelândia, no Centro do Rio, reuniu cerca de 5 mil pessoas, de acordo com o Sepe (Sindicato Estadual de Profissionais de Ensino). A PM ainda não divulgou estimativa. Segundo a corporação, 500 policiais acompanharam o ato. A manifestação dos professores já terminou. Mas um grupo de pessoas que permaneceu no Centro utilizou morteiros, rojões e ateou fogo em objetos no Centro do Rio.
Um grupo de pessoas encapuzadas usou paus, pedras e até marretas para depredar as vidraças e caixas eletrônicos de ao menos cinco agências bancárias da região central de São Paulo. A maioria dos integrantes era do black bloc e participava de protestos iniciados na avenida Paulista e no Theatro Municipal, em apoio à greve na USP e dos professores no Rio de Janeiro.
Os manifestantes viraram um carro da Polícia Civil na avenida Rio Branco, próximo à rua Aurora. O veículo faz parte da frota do 3º DP (Campos Elíseos).
Nas avenidas Ipiranga e Rio Branco, foram destruídas três agências do Santander, uma do Itaú e uma do Bradesco. Um McDonald's da avenida Ipiranga também foi invadido e depredado. Em um Habbib's na mesma via, os manifestantes jogaram uma bomba e ainda roubaram um extintor.
O grupo deixou um rastro de destruição por onde passou. Sacos de lixo foram amontoados e incendiados em diversas vias do centro da cidade. Os black blocs reviraram lixeiras e até tentaram roubar um colchão de um mendigo para atear fogo, mas foram impedidos pelo morador de rua. A entrada do metrô República foi parcialmente fechada após tentativa de invasão dos manifestantes.
Sergio Moraes/Reuters |
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Marcha reúne professores, partidos de esquerda, como o PSTU, entidades do movimento estudantil, movimentos sociais e cerca de 300 black blocs |
Durante a tarde
Os primeiros PMs foram vistos na esquina da avenida Nilo Peçanha no percurso do ato rumo à Cinelândia. A marcha reuniu professores, partidos de esquerda como o PSTU, entidades do movimento estudantil, movimentos sociais e cerca de 300 black blocs.
Pessoas do alto dos prédios apoiaram o movimento acendendo as luzes dos escritórios e jogando papel picado das janelas.
Personagens clássicos das manifestações no Rio também participam do ato, caso do protético Eron de Melo, que se veste de Batman, um sósia do deputado Tiririca e outro de Homem Aranha.
As palavras de ordem tratam da situação da educação no Rio e de gritos contra o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB).
A Polícia Militar informou que 500 policiais da unidade de Grandes Eventos acompanham a manifestação. Segundo a assessoria de imprensa da corporação, os PMs estão acompanhando a marcha junto aos manifestantes de diferentes pontos da avenida.
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