Pressionado pela queda de mais de 1% da Petrobras, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou nesta terça-feira (8) com desvalorização de 0,2%, a 52.312 pontos. Foi o segundo dia seguido que o indicador encerrou no vermelho.
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Bolsa fecha desvalorizada nesta terça-feira |
As ações mais negociadas da Petrobras fecharam em queda de 1,66%, a R$ 18,31, e pressionaram o desempenho da Bolsa brasileira. Os papéis ordinários da estatal, com direito a voto, tiveram perda de 2,20%, a R$ 16,92.
Para João Brügger, analista da Leme Investimentos, as ações da Petrobras continuam influenciadas pelos rumores de elevação no preço dos combustíveis.
"As ações da estatal subiram recentemente com essa perspectiva, mas um reajuste não parece tão certo de acordo com falas de representantes do governo, como o Mantega [ministro da Fazenda]", diz. "Se de fato o aumento não se confirmar, o papel deve voltar a cair fortemente", acrescenta.
Hoje, a presidente da estatal, Graça Foster, afirmou que o reajuste pode ocorrer, mas não citou datas. "Não foi a primeira vez que ela disse isso. A falta de clareza pode estar pesando sobre os papéis hoje", completa Brügger.
Além da queda da Petrobras, a Bolsa brasileira segue influenciada negativamente pelo impasse sobre o aumento no teto da dívida dos Estados Unidos. A cautela aumenta com a aproximação do dia 17 de outubro, data apontada como limite para que os EUA não deem calote em seus credores.
"Mesmo que até o dia 17 de outubro os EUA não tenham aprovado o aumento no teto da dívida, não acredito que darão calote. Nunca aconteceu isso na história, e não será agora que vai acontecer", diz Hamilton Alves, estrategista do BB Investimentos. "Em último caso, o governo americano pode fazer leilões do Tesouro para captar recursos e reduzir a dívida de curto prazo. Há estratégias que podem empurrar a situação mais pra frente", acrescenta.
Hoje, o FMI (Fundo Monetário Internacional) afirmou em relatório que o calote dos Estados Unidos é um evento improvável, mas teria efeito catastrófico para o mundo se acontecesse.
O Fundo também manteve a projeção de crescimento econômico para o Brasil neste ano em 2,5%, mas reduziu a estimativa para 2014 também para 2,5%, ante o avanço de 3,2% estimado anteriormente.
Em Alta
As ações da operadora Oi ficaram entre as maiores altas do Ibovespa, devolvendo parte das perdas acumuladas desde a semana passada, quando anunciou fusão com a Portugal Telecom. Os papéis ordinários da companhia, com direito a voto, subiram 4,29%, enquanto os preferenciais, mais negociados e sem direito a voto, avançaram 3,93%.
Ontem, a operadora disse que as incorporações das empresas que formam a Oi previstas no acordo de fusão com a Portugal Telecom não irão levar a uma diluição de acionistas e que a empresa resultante da combinação das companhias não assumirá as dívidas dos controladores da Oi.
Câmbio
No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou o dia em leve queda de 0,1% em relação ao real, cotado em R$ 2,201 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, caiu 0,18%, a R$ 2,205.
O Banco Central realizou pela manhã um leilão de swap cambial tradicional, que equivale à venda de dólares no mercado futuro. A autoridade vendeu, ao todo, 10 mil contratos com vencimento em 5 de março de 2014, por US$ 497,7 milhões. A operação estava prevista pelo plano da autoridade para conter a escalada do dólar.
