Bairros

Ecopontos se transformam em alvo de furtos e de vandalismo

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

Contêineres destruídos pelo fogo, furto de equipamentos, vandalismo e despejo de lixo domiciliar de forma irregular dão mostras de como uma pequena parte da população vem tratando os Ecopontos. A panfletagem de divulgação conscientizando sobre o serviço não surtiu o efeito programado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma).

O Ecoponto da Pousada da Esperança bate recorde de dano ao patrimônio, com sequência de furtos e duas ocorrências de vandalismo no período de dezembro do ano passado a agosto deste ano.

No último dia 26, um incêndio destruiu o contêiner do Ecoponto Antonio Eufrásio de Toledo, onde funcionava o escritório administrativo da unidade. Fogo nesse Ecoponto, o segundo mais visado, é reincidência. Constam também duas ocorrências de ameaça registradas nos dias 16 de julho e 15 de agosto deste ano.

Os Ecopontos vieram para minimizar a falta de educação das pessoas que jogam principalmente entulho em áreas proibidas.

A situação se agrava num contexto em que a cidade enfrenta recorrentes epidemias de dengue e registra casos de leishmaniose visceral. “É complicado. O pessoal precisaria ter um pouquinho mais de educação e saber utilizar o Ecoponto”, avalia Luiz Henrique Facin, diretor de divisão da Semma.

Algumas medidas paliativas tentam coibir os furtos e o vandalismo. Facin entende que nem a ronda ostensiva resolveria, já que os autores monitoram a movimentação da polícia antes de agir. Geralmente, as ações são rápidas. Uma solução para tornar os Ecopontos mais seguros será complementar os alambrados já existentes instalando telas de concertina e aramado com extremidades pontiagudas.

Furtos

A Unidade de Ecoponto na quadra 2 da rua Sorocabana foi alvo de furto no dia 14 de agosto de 2012. O crime de furto nos Ecopontos é mais comum no Pousada da Esperança I, na quadra 1 da rua 41. De 13 de outubro do ano passado a 31 de agosto deste ano, foram sete ocorrências.

Luiz Henrique Facin, diretor de divisão da Semma, explica que vaso sanitário, lavatório e hidrômetros são os artigos mais procurados nos furtos ocorridos no Ecoponto do Pousada. “Como é uma região mais periférica, o pessoal pega esse material para construção”.


Lixo domiciliar

Muita gente também não entendeu que lixo domiciliar orgânico não é coletado pelos Ecopontos. Aos finais de semana, a população das imediações do Ecoponto do Parque Viaduto, instalado na quadra 28 da rua Bernardino de Campos, descarta grandes quantidades de lixo orgânico no local.

O diretor de divisão da Semma, Luiz Henrique Facin, conta que alguns moradores levam no final de semana o material que seria recolhido pelo Ecoponto de segunda a sexta-feira e também se acostumaram a descartar lixo orgânico.

O funcionário do Ecoponto do Parque Viaduto, João Firmino, comenta que jogam de tudo, como madeira, potes de vidro, de margarina, lata de spray de veneno, calçados, livros, roupas e restos de comida. Ele tem um trabalho extra para separar tudo.

No final da manhã da última segunda-feira, ele colocou vários sacos para a coleta da Emdurb com material descartado incorretamente no Ecoponto.

Facin comenta que as pessoas deveriam levar os entulhos nos dias em que o Ecoponto está aberto, de segunda a sábado, das 8h às 12h e das 13h às 17h.

Comentários

Comentários