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Sem acordo, Justiça decide em 48h sobre invasão da reitoria da USP

Folhapress
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Não houve acordo na audiência realizada na tarde de ontem entre representantes da Universidade de São Paulo (USP) e dos estudantes, que ocupam o prédio da reitoria da universidade há uma semana. Com isso, segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o juiz Adriano Laroca terá 48 horas para analisar o pedido de liminar pela reintegração de posse do prédio.

Segundo o TJ-SP, a USP propôs na sessão de ontem a desocupação imediata do local e uma rodada de negociações posterior, sem, no entanto, estipular datas para o encontro. Já os estudantes disseram que desocupariam o prédio com a condição de se reunirem com o reitor João Grandino Rodas.

Como nenhuma das partes cedeu, segundo o TJ-SP, audiência foi considerada infrutífera.

Também estiveram na sessão representantes da Associação dos Docentes da USP (Adusp) e do Sindicado dos Trabalhadores da USP (Sintusp), que apoiam o movimento dos alunos e também são citados como réus na ação movida pela universidade.

Segundo o TJ, eles teriam pedido ontem para serem removidos do processo. Em greve, os alunos pedem que a eleição para reitor seja direta e o fim da lista tríplice enviada ao governador do Estado, que hoje escolhe um entre os três mais votados pelos colégios eleitorais - formados, principalmente, por professores titulares.

O prédio foi ocupado na terça-feira passada. Antes, os estudantes tentaram invadir uma reunião do Conselho Universitário que ocorria no horário.

Os alunos já haviam marcado um protesto para hoje, que deverá sair às 16h do vão do Masp, na avenida Paulista, em direção à Assembleia Legislativa, na zona sul de São Paulo.

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