O prêmio Nobel de química elevou o orgulho nacional em Israel, mas também causou preocupação sobre a fuga de cérebros de alguns de seus melhores e mais brilhantes pesquisadores para universidades dos Estados Unidos.
Dois dos três cientistas que ganharam o prêmio na quarta-feira têm cidadania israelense, o que levou o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, a telefonar para ambos dando suas felicitações - à longa distância.
Arieh Warshel, da Universidade de Southern California, e Michael Levitt, da Escola de Medicina da Universidade de Stanford, mudaram-se anos atrás para os Estados Unidos depois que o trabalho científico em Israel os tornou cidadãos norte-americanos.
Isso levou Israel, país de oito milhões de habitantes que já teve 12 cidadãos entre os ganhadores do Nobel, a refletir sobre aqueles que foram morar no exterior: cientistas, médicos e outros acadêmicos que optaram por viver em terras estrangeiras.
Um estudo divulgado esta semana mostrou que o problema é real, mesmo em um país chamado de “nação start-up”, onde o talento caseiro gerou empresas de alta tecnologia inovadoras, algumas delas adquiridas por líderes da indústria, como Apple e Google, por milhões de dólares.
O Centro de Estudos Sociais Taub, em Israel, descobriu que a taxa de emigração de pesquisadores israelenses tornou-se a mais alta entre as nações ocidentais.