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A miséria da saúde pública

Beny Schmidt
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O governo conseguiu a aprovação do "Mais Médicos", aquilo que eu considero como o episódio mais hipócrita da história da saúde pública no Brasil. Os conselhos regionais de medicina curvaram-se aos políticos do governo. O incrível é que o povo brasileiro que usa o SUS sabe muito bem a humilhação a que é obrigado a tolerar.

Não consegui dormir. Como funcionário público federal há tantos anos, docente da melhor escola de medicina do País, a Escola Paulista de Medicina, tenho que me manifestar. O problema é que não sou ninguém. Não tenho um amigo político sequer. Não sou presidente de nada. Simples professor de medicina, convicto apenas do meu destino.

Que meu povo acorde nessa manhã e se revolte contra esses políticos do governo que vão cada vez mais destruir esse país tão maravilhoso, diferente, carinhoso, amoroso. Vou lutar contra um monstro, afilhado bastardo de Lula que se aproxima do governo do meu estado. Que Deus nos proteja do ministro Padilha. Por que, em vez de "Mais Médicos", não colocar simplesmente melhores médicos? Mais higiene, mais saneamento básico, mais amizade e, sobretudo, mais amor no nosso Brasil.

O autor, Beny Schmidt, é chefe do Laboratório de Patologia Neuromuscular e professor adjunto de Patologia Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp.

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