Qual a sua receita para viver melhor? Esta é a pergunta que a Pharmácia Specífica faz na campanha publicitária de seu aniversário de 30 anos. O conceito da campanha está intimamente ligado à manipulação, com todo o material ilustrativo produzido à mão, e tem foco humanista, nas relações. A Specífica dará receitas para males da alma e buscará na sabedoria de seus clientes outras ideias para curar os mesmo males.
De acordo com os proprietários Sylvio e Paula Carazzatto, a campanha tem os mesmos princípios que permearam a trajetória da Specífica nessas três décadas: o foco na individualidade, saúde e qualidade de vida. O Grupo Cidade foi escolhido pela empresa para veicular a campanha.
Segundo o diretor do Grupo Cidade, Renato Zaiden, o que orienta a campanha é a filosofia de trabalho da Pharmácia Specífica. “Eles vêm com uma campanha de 30 anos para se relacionar melhor com as comunidades, com o público deles, trazendo uma mensagem institucional para marcar os 30 anos de uma filosofia de trabalho.
Sabendo da responsabilidade que têm e usando o jornal como uma verdadeira praça, onde as pessoas se encontram e ficam sabendo das coisas através destes encontros. O jornal, no caso, fala para o grande público.
Eles vão multiplicar esta maneira de ser da farmácia, falar de receitas de vida, através da principal mídia escolhida: o Jornal da Cidade, a 96FM e nossos sites e o próprio site da farmácia”, salienta. A campanha terá dez anúncios publicados no JC com receitas de vida, e 12 spots veiculados na 96FM.
O projeto tem o mote “30 anos fazendo receitas para sua vida”. A publicitária Luciana Gonçalves explica que a campanha quer despertar as pessoas para pequenas alegrias do cotidiano.
“Nós pegamos males da alma, que são as coisas comuns em todas as culturas, todos os povos, independentemente da idade. A gente procurou na sabedoria histórica o que se fazia no passado para tratar essas coisas. E os conselhos de amigos: ‘vamos assistir a uma comédia, vamos ouvir sua música preferida, ver o pôr-do-sol, dançar na frente do espelho...’ Fizemos um mix, dando as receitas que a gente entende. Por exemplo: para mau humor, limonada. E mais, além de tomar uma limonada bem gelada, assista a uma comédia do Gordo e o Magro”, discorre Luciana.
Os males da alma abordados na campanha da Specífica são dor de cotovelo, peso da inveja, ferida da alma, preguiça, vazio da saudade, noites mal dormidas, coração partido, a fome, nó na garganta e mau humor. “São males que afetam o emocional e que desde sempre tiveram um conselho de um amigo, de uma avó, até uma brincadeira baseada em uma tradição popular, na cultura de um povo que recomendava, por exemplo, um chazinho para dormir, um pedacinho de doce para uma saudade, uma angústia.”
A publicitária observa que as peças convidam ainda as pessoas a apresentar suas próprias receitas de sabedoria de vida. No final da campanha, 30 receitas serão escolhidas e as melhores ideias serão selecionadas e publicadas no site. “As ideias que mais repercutirem, mais agradarem ao público, vamos transformar em uma publicação com as melhores receitas e a farmácia vai presentear estas pessoas com uma cesta ‘de bem com a vida’, que vai ser produzida com produtos da própria Pharmácia Specífica”, comenta Luciana. “O que nós queremos enquanto criadores da campanha é que as pessoas respondam, tenham coragem de contar. Qual conselho elas dariam para curar um coração partido? É um remedinho natural da vida, a sabedoria”, acrescenta.
O regulamento da campanha está disponível no site www.specifica.com.br, e as receitas de vida podem ser enviadas para o e-mail receitasdevida@specifica.com.br.
A publicitária ressalta que a campanha é humanista e não tecnológica. “Já que a Specífica é uma farmácia, que apesar da tecnologia, do avanço, ainda trabalha com foco no indivíduo e com valores na tradição do passado, dos primeiros boticários, dos primeiros alquimistas, a gente quer propor e demonstrar através da campanha dos 30 anos o que significa trabalhar pelo próximo, pelo ser humano, nos valores mais fundamentais que existem. O que a manipulação leva mais em consideração é a individualidade. Todo mundo, no fundo, o que quer é ser saudável e feliz”, considera.
Zaiden destaca justamente o diferencial humanista da campanha. “Neste momento em que as empresas estão muito focadas em resultados imediatos, para curvas de gráficos de vendas e resultados, eles estão reforçando um posicionamento. A Specífica nasceu assim, evoluiu sob todos os pontos de vista, nos conceitos de atuação e produção, mas não abriu mão de seus princípios: o foco na qualidade de vida de seus clientes, na saúde, atendimento aos profissionais de saúde, que podem se sentir tranquilos de que o que foi receitado foi aviado”, conclui.
Conceito de manipulação marca o projeto
A arte de fazer com a mão é marca da campanha da Pharmácia Specífica no aniversário de 30 anos. O produzir com a mão, referência direta à manipulação, se estende a todo o material da campanha, explica a designer Cintia Cavalcanti, que relata que todas as ilustrações do material são feitas à mão. “Tudo tinha que ter apelo manual, que é a manipulação. É uma homenagem da campanha à manipulação. E o contato do ser humano, o carinho. O DNA da campanha é bem original”, acentua.
Toda a concepção visual e elaboração do material da campanha também remete aos anúncios antigos de boticários, em um resgate dos princípios da manipulação. “O embasamento foi retratar a coisa da mão, tudo que é manipulado, manuseado. E é artístico mesmo. Isso se fazia muito ainda na década de 80, começo dos anos 90. Foi gostoso retomar isso, porque é lápis de cor, aquarelável, este contato com o papel de novo. Foi prazeroso demais”, celebra.
A designer explica que a escolha dos materiais também buscou um visual mais rústico para mostrar a imperfeição da mão humana com o papel, o pigmento. “É mais ou menos o que a gente pensa em uma manipulação, resgatando os primórdios disso. Não é a questão da tecnologia. É uma mesma linguagem com as receitas que as pessoas vão lembrar e que fazem bem. Foi um bem-estar para mim no momento de produzir e é isso que queremos transmitir, que as pessoas tenham aquele refrigério. De olhar e dizer: ‘nossa, que saudade’”, detalha Cintia.
Artes que se encontram
A farmacêutica Paula Carazzatto, proprietária da Pharmácia Specífica, destaca que conceito da campanha, de resgatar a arte da manipulação, proporciona ainda o encontro entre duas artes.
“Fazer um desenho é uma arte e a manipulação em si também é uma arte. É tudo manual, são pessoas que ficam o dia inteiro fazendo aquilo. Antigamente, os médicos faziam a fórmula na receita e colocavam embaixo FSA: faça segundo a arte. Isso era uma orientação para o farmacêutico para que ele manipulasse conforme a arte farmacêutica. Porque, na verdade, você coloca muito da sensibilidade para escolher um perfume, uma cor para um produto. Tem muito de ciência, mas tem a sensibilidade de quem faz. A campanha vai ao encontro da alma da farmácia de manipulação.”
De olho no futuro
Paula Carazzato revela que a Specífica é pioneira na área de manipulação de antibióticos, citostáticos e hormônios. A farmácia desenvolveu esta área de manipulação há cinco anos e é certificada por uma empresa terceirizada. “Antecipando também, e acho que é uma tendência, a gente separou a área de hormônio feminino e masculino. Isso não é uma exigência da Anvisa. Esta área trabalha com pressão negativa na sala, com cabine de segurança biológica para manipular cada uma dessas classes. Mesmo dentro de antibiótico, cada classe de antibióticos é separada. É uma área também que poucas farmácias estão trabalhando, primeiro pelo custo de ter esta certificação da área”, aponta. A farmacêutica salienta que a certificação garante que não há risco de contaminação para o meio ambiente, de uma fórmula para outra e nem para o manipulador.
Outra área que a Specífica vem trabalhando é dermagenética, com fórmulas feitas sob medida para cada pessoa. “Há muito tempo, ouvi de um pediatra em Bauru que um dia a gente vai tomar um remédio para tratar a dor no ouvido esquerdo e não vai ser no direito”, brinca a farmacêutica. “É tão específico, que hoje a genética está em todas as áreas e também na cosmética. É o que a gente chama de dermagenética, coisas que são inerentes ao indivíduo. De repente, você tem uma pele mais envelhecida porque tem um marcador genético que leva a uma flacidez maior. É o futuro, e a manipulação deve estar antenada e preparada para isso. Não tem nada mais específico do que fazer um medicamento para você”, conclui.
Pioneirismo e referência
A Pharmácia Specífica é um empresa que trabalha há 30 anos com receitas aviadas sob customização. Foi inaugurada no começo da década de 80, quando as farmácias de manipulação estavam ressurgindo no Brasil, após praticamente desaparecerem com a industrialização que veio depois da Segunda Guerra Mundial. Foi a primeira farmácia de manipulação alopática na cidade. A Specífica começou em outubro de 1983, na quadra 4 da rua Gerson França e, seis anos mais tarde, mudou-se para a quadra 14 da rua Gustavo Maciel, onde permanece. A empresa continuou crescendo e, em 1993, abriu uma filial na rua Antônio Alves. Em 1999, foi inaugurado o prédio de laboratórios anexado à sede da Gustavo Maciel.
A farmacêutica Paula Carazzatto, proprietária da Specífica com o marido, Sylvio Carazzato, diz que a Specífica, referência no setor, desde o início atendia Bauru e região. “Na época em que começamos tivemos um apoio muito grande do doutor Opromolla (dermatologista Diltor Opromolla), que era diretor clínico do Hospital Lauro de Souza Lima e viu na farmácia a possibilidade de resgatar a prescrição dermatológica, que tinha ficado esquecida”, comenta. “No começo fazíamos muitas fórmulas dermatológicas e de emagrecimento”, recorda.
Carazzatto destaca que o laboratório da Specífica, inaugurado em 1999, se tornou referência no segmento de farmácia de manipulação. Ela destaca que o laboratório foi inovador e pioneiro, já que na época não existia lei e nem referência para farmácia de manipulação. “A primeira lei especificamente para farmácia foi em abril de 2000. A gente antecipou em um ano aquilo que viria a ser a primeira legislação para farmácia de manipulação no Brasil. E o nosso laboratório passou a ser visitado e conhecido. As pessoas vinham para conhecer o prédio, que era inovador pela estrutura física, preocupação com meio ambiente, iluminação, reaproveitamento de água. Em 2001, ganhamos um prêmio em nível nacional por conta desta estrutura. O prêmio Racine”, relata a farmacêutica.
Carazzatto revela que o laboratório da Specífica se tornou referência inclusive internacional. “Em 2000 recebemos uma delegação do Ministério da Saúde do Chile, que veio até Bauru conhecer a farmácia e como isso tinha sido pensado”, lembra. A farmacêutica afirma que a partir de 2000 o mercado de farmácia de manipulação passou a ter regras e regulamentação.
A farmacêutica relata que, em 2003, a Specífica antecipou a obrigatoriedade que veio em 2007 da implantação do sistema da garantia de qualidade. “A gente certificou em 2003 pela gestão da qualidade na ISO 9000. Menos de 1% das farmácias de manipulação tem o certificado ISO 9000. Além da estrutura física, a questão da gestão da qualidade ajuda na manutenção de todos os processos. Isso foi imprescindível”, considera Carazzato. “Em 2007, inauguramos a homeopatia e certificamos em 2009. Isso é raro. São 30 anos de trabalho e sempre antecipando tendência e inovando.”
Antes e hoje
Sylvio Carazzatto revela que o mercado das farmácias de manipulação cresceu e ganhou importância nas últimas décadas, facilitando o trabalho e aumentado a quantidade de produtos. “Quando começamos era um ‘parto’ para fazer uma compra. Na época, o mercado tinha umas três ou quatro importadoras, que não faziam a menor questão de vender para farmácia de manipulação. A gente comprava em pequenas quantidades e elas vendiam para os laboratórios em grandes quantidades. Hoje, felizmente, tem bastante importadora. Hoje, o mercado de manipulação deve ter mais de sete mil farmácias. Quando abrimos deveriam ser no máximo dez farmácias no Brasil inteiro”, recorda.
Mesmo com uma concorrência maior, a facilidade para trabalhar é comemorada. “Hoje tem fiscalização da Anvisa, o que é muito bom para o mercado. Quando começamos trabalhávamos com no máximo 100 matérias-primas, hoje são mais de 2.000 itens”, compara.