Internacional

Polícia venezuelana prende prefeito de Valência, acusado de corrupção


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A polícia venezuelana prendeu na noite deste sábado (12) o prefeito de Valência, terceira maior cidade do país, sob acusação de corrupção.

Egardo Parra pertence ao Partido Socialista Unido de Venezuela, o mesmo do atual presidente, Nicolás Maduro, e do ex-presidente Hugo Chávez, e foi preso em sua casa, segundo a advocacia-geral da Venezuela.

O presidente Nicolás Maduro pedira nesta semana que legisladores concedessem a ele o poder de decreto-lei, que foi usado por Hugo Chávez em curtos períodos do governo, para conseguir lutar contra a corrupção. Egardo Parra é tido como o político mais poderoso preso nesta gestão.

A oposição diz que o pedido de expansão de poderes presidenciais é, na verdade, para oprimir membros de outros partidos.

O governo diz que a prisão de Parra prova que a corrupção será combatida, não importa em que partido esteja.

“Nós não protegeremos ninguém que se ligue a crimes envolvendo fundos públicos, que são sagrados por serem o dinheiro do povo. Não há intocáveis aqui”, disse Francisco Ameliach, governador do Estado de Carabobo e membro do partido governista.

Valência, cidade de 2milhões de habitantes, é a capital de Carabobo. É a trecira maior cidade da Venezuela. Uma declaração da advocacia-geral disse que a agência de inteligência Sebin encontrara “itens criminosos” durante a batida para prender o prefeito.

 

Escritório paralelo

Na casa de Egardo Parra os policiais encontraram uma espécie de escritório paralelo, onde ao menos dois funcionários negociavam esquemas de propina e de cooperação com a empresa do prefeito, segundo a advocacia-geral.

O presidente Nicolás Maduro diz que o poder de decreto é essencial para conseguir dar cabo da corrupção endêmica no país. A Assembleia Nacional deve decidir nos próximos dias se concede o aumento de poder ao presidente, por um período de 12 meses.

Opositores acusam o próprio governo de se encaixar na corrupção que combate, por descumprir leis anticorrupção do país ao não publicar como gasta dezenas de bilhões de dólares provindos de venda de petróleo.

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