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Manifestantes passam pela Câmara e vão à prefeitura

Folhapress
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Acabou de forma pacífica, por volta das 18h15 desta terça-feira (15), uma manifestação promovida por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST) pelas ruas do centro de São Paulo.

Mais cedo, o ato teve momentos de tensão, quando os manifestantes tentaram invadir a Câmara dos Vereadores. A GCM (Guarda Civil Metropolitana) usou gás de pimenta e cassetetes para impedir que o grupo ultrapassasse um bloqueio feito com biombos na entrada do local.

Houve um princípio de confusão, quando pessoas que estavam no prédio do legislativo paulista jogaram objetos nos manifestantes. Eles revidaram. Segundo a Polícia Militar, a manifestação reuniu 400 pessoas - os organizadores falaram em mil participantes.

Uma comissão formada por 12 integrantes do movimento foi recebida pelo presidente do legislativo paulistano, José Américo (PT). Para ele, os manifestantes entregaram um documento com sete propostas - a principal era a agilização da votação do Plano Diretor da cidade, enviado aos vereadores há três semanas pelo prefeito Fernando Haddad (PT).

Os manifestantes, que fazem parte do movimento das ocupações Faixa de Gaza, em Paraisópolis, e Dona Deda, no Parque Ipê, na zona sul da cidade, pedem a manutenção e ampliação das Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis), expansão de habitações de interesse social em outras áreas da cidade e a mudança na maneira como a Prefeitura age nas ações de despejo em terrenos públicos ocupados.

Segundo Guilherme Boulos, membro da coordenação nacional do MTST, nesta terça-feira, a prefeitura promove despejos em terrenos municipais com ações da GCM e sem pedir reintegração de posse à Justiça.

Reunião com vereadores

Américo sugeriu aos manifestantes que se articulassem com algum vereador paulistano para que fossem elaboradas propostas de emendas ao Plano Diretor. O vereador Toninho Vespoli (PSOL) acompanhou a reunião e se comprometeu a estudar uma maneira de apresentar as pautas do MTST como emenda.

O petista não quis comentar o fato de a GCM ter usado gás de pimenta para impedir a invasão da Câmara. "Tragam mais gente, pois alguns vereadores representam grupos sociais que são contrários aos seus pleitos", aconselhou.

Segunda reunião

Na sequência, a mesma comissão foi recebida na prefeitura. Lá, eles esperavam reforçar o pedido sobre as ações da GCM nos despejos em terrenos públicos. Segundo Boulos, a reunião não teve nenhum resultado concreto. "Eles receberam nosso documento, mas não houve nenhum compromisso", disse.

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