A Polícia Militar e a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo negaram na tarde desta quinta-feira (17), que o capitão da PM Antônio Bernardo tenha sido afastado das suas funções.
O policial impediu o roubo de uma motocicleta no último sábado, na zona leste de São Paulo, e disparou duas vezes contra um dos assaltantes.
A ação teve ampla repercussão porque foi toda gravada por uma câmera acoplada no capacete do motociclista.
A informação sobre o afastamento foi dada pelo deputado Olímpio Gomes (PDT), major da reserva da PM, que aparece em vídeo na Assembleia Legislativa de São Paulo afirmando que o PM está na administração de seu batalhão, na "geladeira", aguardando para ingressar no Programa de Acompanhamento e Apoio ao Policial Militar (PAAPM).
A declaração gerou polêmica nas redes sociais, com milhares de internautas criticando o suposto recolhimento do PM.
As notas da SSP e da Polícia Militar informam que a ação "não está relacionada aos casos que determinam avaliação psicológica para inclusão no Programa de Acompanhamento e Apoio ao Policial Militar (PAAPM)."
Sobre o capitão Antônio Bernardo, a PM acrescenta que "nada mudará em sua rotina diária", e reafirma que "as imagens mostram uma ação legítima, praticada segundo o procedimento operacional padrão".