Internacional

Passada crise, Obama diz que o povo está ?cheio? de Washington

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Jonathan Ernst/Reuters

Grupo de turistas entra no Capitólio, no primeiro dia da volta à normalidade no governo

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse ontem que os norte-americanos estão “completamente cheios de Washington”, um dia depois que a mais recente crise fiscal foi evitada por pouco, e pediu negociações com o Congresso sobre o Orçamento, imigração e legislação agrícola.

Horas depois de sancionar uma lei definida às pressas para pôr fim a 16 dias de paralisação do governo federal e evitar o calote da dívida pública, Obama afirmou que os eventos das duas últimas semanas provocaram danos “completamente desnecessários” à economia dos EUA.

Obama, que saiu vitorioso do mais recente em uma série de impasses fiscais em Washington, fez um desafio firme ao Congresso, especialmente à Câmara dos Deputados, controlada pelos republicanos: trabalhem com ele em questões fundamentais para melhorar a economia.

“Agora que o governo foi reaberto e essa ameaça à nossa economia foi removida, todos nós precisamos parar de focar nos lobistas e nos blogueiros, e na falação no rádio e nos ativistas profissionais que lucram com conflito, e focar no que a maioria dos norte-americanos nos mandou aqui para fazer”, disse.

Afirmando que o povo norte-americano “está completamente cheio de Washington”, Obama procurou destacar o desgosto da população com o governo e o Congresso, e assim fazer avançar sua agenda de governo, e também aproveitou para argumentar que, depois de mais de duas semanas de paralisação, o povo viu que o governo federal é vital para suas vidas.

Os planos do presidente para o restante do ano parecem certos a provocar mais disputas entre os partidos: a reforma do sistema de imigração dos EUA e a aprovação de uma lei agrícola envolvendo 500 bilhões de dólares.


Derrota republicana

Na quarta-feira, a poucas horas do prazo fatídico, o Senado e a Câmara aprovaram uma lei que financia as atividades governamentais até 15 de janeiro e que estende a capacidade de endividamento até 7 de fevereiro.

Essa solução representou uma clara derrota para os republicanos, que dominam a Câmara e queriam obrigar o governo a retirar verbas para a implantação da Lei do Atendimento Médico Acessível, um dos principais marcos do governo Obama.

Essa tentativa fracassou, e o impasse acabou desviando a atenção da opinião pública da confusa implantação da nova política da saúde.

A disputa também dividiu o Partido Republicano e contrapôs os oposicionistas à opinião pública. Embora o índice de aprovação do presidente tenha caído durante a crise, as pesquisas mostraram que a maioria dos eleitores culpou os republicanos pela situação.


Volta ao trabalho

Depois de 16 dias de paralisação parcial, o governo americano reabriu hoje agências federais, parques e monumentos, e milhares de funcionários públicos voltaram ao trabalho nos ministérios em Washington.

Washington viveu um dia de lotação no metrô -transporte preferido de servidores que moram fora do Distrito de Columbia, sede da capital.

Servidores retiraram faixas e cercas que fechavam o acesso aos monumentos da cidade em homenagem a presidentes e vítimas de guerras.

Comentários

Comentários