Internacional

Acordo para encerrar crise fiscal traz pouco entusiasmo a norte-americanos

Folhapress
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A maioria dos norte-americanos vê pouco motivo para alegria no acordo parlamentar que permitiu a reabertura do governo federal e evitou uma moratória, e os republicanos foram os mais prejudicados pela crise fiscal, mostra uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada ontem.

Dos 516 entrevistados via internet, 32% se disseram insatisfeitos com o acordo e 40% disseram não estar nem satisfeitos nem insatisfeitos. Só 28% gostaram do resultado.

Entre os insatisfeitos e neutros, 45% disseram que se sentem assim porque o acordo não resolve as questões orçamentárias, limitando-se a adiar o problema de financiamento e capacidade de endividamento para o começo de 2014.

Outros 23% expressaram uma frustração geral com o processo inteiro, que levou à paralisação parcial das atividades governamentais durante 16 dias e deixou o país à beira de uma moratória da dívida pública, o que abalou os mercados financeiros e ameaçou provocar um caos na economia global.

A pesquisa foi feita na quinta e ontem, com intervalo de confiança de 4,9 pontos percentuais.

Para 47% dos entrevistados, a bancada republicana da Câmara, principal responsável pelo impasse das últimas semanas, teve sua imagem prejudicada. Os senadores republicanos e a ala conservadora do partido oposicionista conhecida como Tea Party também saíram com a imagem abalada do episódio.

O presidente norte-americano, Barack Obama, passou a ser visto de forma mais negativa por 41% dos entrevistados, mas também foi o político que mais melhorou sua imagem no episódio, segundo opinião de 17%.

Para 70% dos entrevistados, não houve vencedores.

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