Um disco voador desfilou pelos céus do Jardim Araruna ontem. E a aeronave ainda arriscou várias manobras. Não se trata da comprovação de vida extraterrestre. O óvni foi apenas uma das aeronaves que disputaram a 5ª etapa do Campeonato do Interior Paulista de Aeromodelismo, realizada neste fim de semana em Bauru.
Os aeromodelos de Voo Circular Controlado (VCC) voam presos a dois cabos de aço que os prendem à mão do piloto. Por esses cabos é transmitido o movimento que comanda as superfícies de controle, fazendo o aeromodelo subir ou descer. Sem o uso de controle remoto, as máquinas chegam a ultrapassar os 100 quilômetros por hora.
A etapa de Bauru, realizada no estádio distrital Luiz Edmundo Coube, continua hoje. É a penúltima da competição e envolve apenas a modalidade de acrobacias. “São cerca de 40 competidores e eles voam no sábado e no domingo”, conta Tales Glauco de Freitas, da Associação Bauruense de Aeromodelismo de Voo Controlado.
Das manobras, o organizador da etapa explica que as mais difíceis são o “oito quadrado” e a “ampulheta”. O piloto precisa executar no ar exatamente as figuras que batizam as manobras. Altura e angulação são alguns dos itens julgados.
Para executar essas e outras tantas acrobacias, os competidores contam com um verdadeiro “esquadrão”. Entre as aeronaves, estava o estranho disco voador. “Eu vi essa planta e resolvi construir. Tem cerca de três meses e atinge até 120 quilômetros por hora”, relata o engenheiro Richard Gebara Filho, 41 anos.
No disco voador, há até um pequeno extraterrestre na minicabine. Porém, Richard, que pratica o esporte há 30 anos, possui outros aeromodelos mais singelos. Além do avião “xodó” que tem 27 anos idade, ele leva ainda o “Sofia-1”, que ele construiu e batizou em homenagem a sua filha.
Sonho
O aposentado João Novo, 68 anos, levou o neto Gabriel Silva de Souza, de 6 anos, para ver as manobras dos aviões em miniatura. O avô, com certeza, colocou combustível no sonho futuro do menino. “Vou ser piloto de avião”, promete Gabriel, sem qualquer dúvida.
Apesar de menores do que aqueles que serão pilotados pelo menino no futuro, os aeromodelos são muito potentes. Com preços que variam de R$ 600,00 a R$ 4 mil, alguns têm motores encomendados do exterior.
Além dos bauruenses, a etapa deste fim de semana conta com a participação de esportistas de Botucatu, Marília, Avaré, São Manuel, Piracicaba e Presidente Prudente.
Dessa última cidade, veio Fernando Velloso Tamure, 41. “Lá em Prudente, estamos sem pista. Então, é a oportunidade de vir praticar. É um momento de competir, porém a competição fica até em segundo plano. O mais gostoso é o encontro mesmo”, finaliza.
Serviço
O Campeonato de Aeromodelismo continua hoje, das 9h às 17h, no estádio distrital Luiz Edmundo Coube, que fica na rua Manoel Theóphilo Pinto Ribeiro, 1-30 – Jardim Araruna.