Internacional

Caminhão-bomba mata 37 em região da Síria controlada por regime

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Ao menos 37 pessoas morreram neste domingo (20) após a explosão de um caminhão-bomba contra um posto de controle na estrada que liga a cidade de Salamiya a Hama, região síria controlada pelo regime do ditador Bashar al-Assad, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Segundo a ONG, 26 das vítimas eram civis e o número de mortos tende a aumentar, já que dezenas de pessoas ficaram feridas no ataque.

A televisão estatal síria também reportou o incidente, dizendo que a explosão do caminhão-bomba no posto de controle fez com que outro caminhão que passava pelo local carregado com botijões de gás também explodisse.

Nos primeiros meses da revolta síria, que teve início em março de 2011, a cidade de Hama foi um dos locais de maior movimentação popular pela queda de Assad.

Em poucos meses, porém, o Exército sírio tomou a cidade e, desde então, exerce um controle estrito sobre ela.Em dois anos e meio, a guerra civil na Síria já deixou mais de 115 mil mortos.


Genebra

Neste domingo (20), o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil al-Arabi, anunciou no Cairo que a conferência de paz sobre a Síria --conhecida como Genebra 2-- acontecerá no dia 23 de novembro.

A notícia foi dada em coletiva de imprensa na qual Arabi estava acompanhado por Lakhdar Brahimi, enviado especial da ONU. Por sua vez, Brahimi disse que a data não foi "fixada oficialmente", mas que o encontro deve acontecer em novembro.

A conferência tem por objetivo reunir representantes de diferentes partes do conflito para a elaboração de um plano de transição que ponha fim à guerra civil no país.

No entanto, setores da oposição rechaçam participar do encontro enquanto o regime continuar com bombardeios e ataques e Assad não abdicar do poder, hipótese que o regime já descartou.

Ministros de 11 países ocidentais e árabes, assim como opositores sírios, devem se reunir amanhã em Londres para preparar a conferência e tentar convencer parte da oposição a aderir ao processo.

A conferência Genebra 2 foi postergada em várias ocasiões, devido a desacordos sobre quem deveria participar da reunião e quais deveriam ser seus objetivos.

O encontro, porém, ganhou apoio internacional após Damasco ter aceitado, em setembro, um acordo que prevê a entrega e a destruição do arsenal químico do país.

    


 

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