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Empresas brasileiras não proíbem suborno explicitamente, diz ONG

Folhapress
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As grandes companhias brasileiras não têm regras explícitas para orientar seus funcionários sobre pagamento de subornos, segundo Alejandro Salas, diretor regional das Américas da ONG Transparência Internacional.  O país ficou em penúltimo lugar entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) em ranking sobre combate à corrupção e transparência corporativa organizado pela ONG, tendo melhores práticas do que a China. A Índia ficou em primeiro lugar.

O relatório calculou uma média da pontuação das empresas por país. Companhias indianas atingiram a melhor pontuação geral (5,4) em uma escala de 0 a 10, em que zero indica menos transparência. Em seguida vêm a África do Sul (5,1), a Rússia (4,3), o Brasil (3,4) e, por último, a China (2).  “As14 empresas brasileiras analisadas não têm regras explícitas para que seus funcionários não paguem suborno”, afirma. Isso não significa, segundo ele, que as empresas sejam corruptas.

A pesquisa “Transparência na Relação Corporativa: Avaliando Multinacionais de Mercados Emergentes” analisou cem grandes empresas de 16 países emergentes - 75% delas estão localizadas nos Brics. A ONG avaliou o nível de transparência das empresas com base em três critérios: a adoção de programas anticorrupção (de combate ao pagamento de propinas até proteção a delatores), transparência organizacional e informações divulgadas ao país onde estão baseadas.

Segundo Salas, outra coisa que pode estimular a corrupção no Brasil é a burocracia. A enorme dificuldade em realizar etapas administrativas, como regularizações ambientais, por exemplo, abre mais “oportunidades” para o pagamento de subornos.  Um passo simples para melhorar esses indicativos é publicar quantos contratos do governo a empresa possui, quanto paga de imposto, quanto doou para campanhas.

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