Os 18 menores de idade apreendidos na última terça-feira durante protesto no centro do Rio deixaram o setor de triagem do Degase (Departamento Geral de Ações Socioeducativas) na Ilha do Governador, zona norte.
Eles foram beneficiados por liminar concedida ontem pelo plantão judiciário do TJ (Tribunal de Justiça) do Rio.
A Defensoria Pública do Estado entrara no TJ com pedido para que fosse estendido a 17 adolescentes o benefício dado ao único jovem solto no final noite de anteontem.
Os dois advogados do rapaz obtiveram, junto ao Tribunal de Justiça, a revogação de sua internação provisória sob a alegação de que foi ilegal a apreensão do adolescente, que, segundo eles, apenas fotografava a manifestação de professores na escadaria da Câmara de Vereadores quando foi detido por policiais militares.
Na tarde de sábado, foram soltos 30 manifestantes (todos maiores) presos durante o protesto na terça-feira. Eles estavam no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio.
De acordo com a Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária), dos 64 adultos detidos durante o ato e autuados por formação de quadrilha, dano ao patrimônio público, roubo e incêndio, 52 foram soltos por ordem da Justiça.
Até as 15h30 de ontem, 12 pessoas ainda estavam na carceragem de Bangu. Seis deles receberam o mandato de liberação e aguardam a chegada de um oficial de Justiça ao presídio.
Apenas um dos manifestantes não está sujeito à ordem judicial porque já tinha sido autuado em outra modalidade criminosa e era procurado pela polícia.
Em liminar concedida na última sexta-feira, a juíza Cláudia Pomarico Ribeiro, da 21ª Vara Criminal, sustentou ser impossível provar que os presos formavam de fato uma quadrilha e que tenham sido os responsáveis por depredações verificadas durante o protesto.