O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, ligou por volta das 14h para a presidente Dilma Rousseff para tranquilizá-la em relação às manifestações contra o leilão do campo de Libra, que acontecerá em um hotel na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio.
Ele explicou para a mandatária que no pico do protesto havia cerca de 400 manifestantes, mas que perto do horário do leilão, restavam apenas 100 pessoas. Muitos se afastaram depois que a violência da polícia contra os manifestantes aumentou.
O governo montou um forte esquema de segurança envolvendo a Força Nacional, Exército, Polícia Civil, Polícia Militar e Marinha, para garantir a realização do leilão.
Bombas de gás lacrimogêneo foram lançadas contra os manifestantes, que responderam com pedras e tentativas de invasão. Além das pessoas envolvidas no protesto, jornalistas foram feridos.
A presença de black blocs aumentou a tensão do protesto, estimulados pelos petroleiros, que se afastaram para que o grupo, conhecido por práticas mais agressivas de manifestação, pudesse enfrentar a Força Nacional.
O campo de Libra é a maior descoberta de petróleo já feita no país. Petroleiros e outros sindicatos criticam a venda, classificadas por eles como privatização.
Segundo o presidente da EPE (Empresa de Pesquisa Energética), Maurício Tolmasquim, presente no evento, os manifestantes estão equivocados. "Parte do petróleo vai voltar para a União, essa é a diferença principal desse leilão", explicou.