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Tênis

Celso Sacomandi
| Tempo de leitura: 6 min

BAURU NOS JOGOS ABERTOS

Nos Jogos Abertos do Interior, ainda em andamento em Mogi das Cruzes, a equipe feminina de tênis de Bauru, com as jogadoras Ana Magri, Evelin Gouveia e Ruth Souza, comandada pelo técnico Hélder Gouvêa (Luso), jogou a segunda divisão e foi derrotada na primeira rodada pela equipe da cidade de Mogi Mirim. Já a equipe masculina, tendo André Cury (BTC) atuando como jogador e técnico, também disputou a segunda divisão e foi vice-campeã. A final foi contra a cidade de Votuporanga, mas André, nosso melhor jogador, por problemas particulares não pode jogar esse confronto. Tiago Gilioli e Alessandro Silva (Coelho) também fizeram parte da equipe de tênis de Bauru.


LINENSE CAMPEÃO

Depois de receber um “wild-card’’(convite), já que seu ranking era insuficiente para a chave principal, o linense Marcelo Zormann, 17 anos (neto do professor de tênis de Lins, Sérgio Zormann), conquistou seu primeiro título de um torneio profissional, o “Future”, disputado na semana passada, em Montes Claros (MG), com premiação total de US$ 10 mil. Marcelo treina, atualmente, em Porto Alegre (RS), no Instituto Gaúcho de Tênis. Em ranking mundial juvenil, ocupa a 31ª posição.

 

ATUAL PRIMEIRO DO BRASIL

Desde ontem, o tênis brasileiro tem um novo numero 1. O paulistano Rogério Silva (29 anos), na 127ª posição, é o brasileiro melhor colocado no ranking mundial, divulgado ontem pela ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Thomaz Bellucci (25 anos), que vinha ocupando a posição desde 2008, é agora o terceiro do Brasil, na 152ª posição do mundo. O segundo é João Souza (25 anos), na 131ª posição.

 

BEATRIZ HADDAD

A tenista Beatriz Haddad, 17 anos, ultimamente, vinha obtendo bons resultados, que a projetavam como a maior esperança do tênis feminino do Brasil. Mas, Bia teve um problema na colunar lombar, que a obrigou a passar por uma artroscopia. Ainda não tem data definida para seu retorno às quadras. Chegar entre as “top” já é bastante difícil; com um problema desse, logo no início da carreira, então... Estamos torcendo!

 

BELLUCCI

Segundo o brasileiro Thomaz Bellucci, em entrevista recente ao canal fechado ESPN, seu maior defeito é a ansiedade em tentar acabar o jogo o mais rápido possível. O atleta afirmou que precisa resolver esse problema urgentemente. Isso, todos sabemos. O que não se sabe, é como isso poderá ser resolvido. Em frações de segundos, não há tempo para pensar e agir, de uma maneira ou outra. As ações vêm do instinto, e o dele (Bellucci), é acabar o ponto rapidamente, com muita potência; caso seus violentos golpes sejam devolvidos pelos adversários, ele manda um ainda mais forte, na maioria das vezes, sem sucesso.

 

NADA CAI DO CÉU

Por ser um esporte considerado elitizado, muitos pensam que a vida dos tenistas profissionais é sempre um “mar de rosas”; mas não. A história do argentino Marcos Giraldi, de 19 anos, prova isso. Filho de Nino Giraldi, ex-goleiro do Boca Juniors, Marcos, atual 694 do mundo, vem tentando melhorar seu ranking e, consequentemente, sua vida particular. Para isso, tem participado de vários torneios “futures” (torneios pequenos) em toda a Europa e até comprou uma “van” para se deslocar de um torneio a outro. Até aí, ótimo, não fosse o fato de que Marcos dorme dentro dela, pois não tem dinheiro para o hotel. Se não bastasse, lava suas roupas, compra comida em supermercado e trabalha como encordoador (quem troca as cordas das raquetes) nos torneios de que participa, muitas vezes até para seus próprios adversários, já que cobra menos que o profissional da área, oficial do torneio. O que se passa com Marcos é bastante comum, principalmente entre jogadores argentinos; “comem o pão que o diabo amassou” para alcançarem o objetivo. Quando o clube permite, alguns chegam a dormir no vestiário. Mesmo assim, treinam dia e noite. Será essa a razão de a Argentina ter sempre jogadores “top” e o Brasil não? Eles têm mais garra? Nunca ouvi falar nada parecido com algum tenista brasileiro. Atualmente, a falta de dinheiro não pode ser dada como desculpa para a colocação atual dos brasileiros no ranking mundial, pois com a proximidade das Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016, tem havido muito aporte de dinheiro.


DICA

Normalmente, a espessura do grip (cabo da raquete) é encontrado em seis tamanhos diferentes e em duas nomenclaturas: a americana, que expressa o diâmetro em polegadas, e a europeia, que nomeia os tamanhos que vão de L0 a L5. O L0, da medida europeia, equivale ao 4 da americana; L1 ao 4 1/8; L2 ao 4 1/4; L3 ao 4 3/8; L4 ao 4 ½; L5 ao 4 5/8. Se a espessura for muito fina, ou muito grossa, para o tamanho de sua mão, você vai ter problemas; nos dois casos, cabo fino ou grosso, terá que fazer muita força para manter a raquete firme na mão e isso pode ocasionar o “tennis-elbow” (inflamação no cotovelo), também chamado de cotovelo de tenista. Mas, como saber se o cabo se sua raquete é o ideal para você? Há duas maneiras: 1- Empunhe a raquete e, com a outra mão, posicione seu dedo indicador entre a ponta dos dedos e a palma da mão que está segurando a raquete; seu dedo deve caber de forma justa nesse espaço; se sobrar espaço, é porque o cabo está muito grosso; se não couber, está muito fino. 2- Com uma régua (medida em polegadas) abra a mão e meça a distância entre a linha do meio da palma da mão e a ponta do dedo anelar. O resultado será a medida para as marcações americanas, em polegadas.


CURIOSIDADE

Aos 35 anos, o alemão Tommy Haas vem desafiando as leis da natureza e, no último domingo, sagrou-se campeão no ATP 250 de Viena (Áustria). Em simples, não é comum jogadores com mais idade se darem bem, mais ainda atualmente, com a velocidade com que os jogadores imprimem à bola, dificultando muito para os “velhinhos”. Em duplas, já que cada jogador toma conta de metade da quadra, alguns vão mais longe, como é o caso do indiano Leander Paes que, aos 40 anos, ao lado do tcheco Radek Stepanek, venceu o US Open 2013. O sueco Jonas Björkman, no último domingo, foi vice-campeão em duplas do ATP 250 de Estocolmo (Suécia), aos 42 anos de idade. Antigamente, quando se jogava com raquetes de madeira, em que as bolas eram mais lentas, alguns grandes jogadores, já com mais idade, ainda se devam bem. Na era aberta (depois de 1968), o melhor resultado entre esses, digamos, “velhinhos”, foi o do australiano Ken Rosewall, que já com 37 anos dois meses e um dia, em 1972, sagrou-se campeão do Aberto da Austrália.


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