João Rosan |
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Simpósio foi realizado ontem no auditório da Instituição Toledo de Ensino |
Em comemoração ao Dia do Aviador, Bauru recebeu ontem pessoas de várias regiões do Estado para debater a questão de segurança nos voos e a fadiga de pilotos na aviação civil, tema cada vez mais preocupante para a comunidade aeronáutica do Estado. O tenente-coronel aviador Raul Moreira Neto revelou, durante o 1º Simpósio de Segurança Operacional na Aviação, que cerca de 34% dos acidentes com aeronaves no Brasil no ano passado foram provocados pela violação das normas de voo. “Um grande vilão na aviação hoje em dia é a falta de aderência às regras”, comenta.
Ele atribui o problema a fatores como a formação de pessoal, manutenção de aeronaves e operação em aeroportos. Conforme Moreira Neto, há gente desrespeitando condições meteorológicas. “Ocorre acidente com piloto não habilitado para voar em condições meteorológicas adversas e que perde controle da aeronave”, explica.
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Há dois anos, o tenente-coronel aviador Raul Moreira Neto é chefe do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa-4), órgão subordinado ao Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da Força Aérea Brasileira (FAB).
O Seripa-4 é responsável pela investigação e prevenção de acidentes aeronáuticos em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.
Outro fator de risco é a fadiga do piloto, muitas vezes exposto a jornadas estafantes ou que negligencia o período de descanso mínimo retomando a atividade de piloto.
O capitão da PM Oscar Ferreira do Carmo, comandante da BRPA Ribeirão Preto, comenta casos de pilotos que voaram, foram para a diversão e voltaram direto para a cabine de uma aeronave.
Em sua palestra ontem, citou situações em que o piloto prolonga sua jornada de trabalho pondo em risco sua performance de voo. Conforme Carmo, há estudo demonstrando a jornada de 8 horas de voo como a ideal por oferecer menor risco de acidentes do que um período de 12 horas.
“O fator econômico nos faz trabalhar mais. A pessoa tem dois, três empregos. E exige-se uma performance muito maior, que vai repercutir no desempenho, no estado de alerta e na tomada de decisão”, finaliza.
O simpósio foi realizado na Instituição Toledo de Ensino (ITE). Ontem, no Dia do Aviador, a inauguração do Aeroporto Moussa Tobias completou sete anos.

