Esportes

Basquete: dois em uma

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Ao longo da temporada 2012/13, o jovem armador Ricardo Fischer, contratado em junho do ano passado junto ao São José, ganhou espaço no Paschoalotto/Bauru e de opção de banco ao técnico Guerrinha, passou a ser titular absoluto já no meio da temporada, ainda na disputa do Campeonato Paulista de 2012.

Larry Taylor, ala/armador de origem, mas que em Bauru sempre atuou na função 1, armando a equipe, passou então a fazer novamente a posição de escolta, ficando mais livre para infiltrar e chutar, característica marcante do jogador. E os números do último Novo Basquete Brasil (NBB), quando ele já atuou ao lado de Ricardo, mostram que as médias se mantiveram semelhantes às temporadas anteriores.

“Meus números não mudaram muito, estou fazendo as mesmas coisas. Só que agora é o Ricardo (Fischer) quem está levando a bola, armando mais. Mas nos entrosamos bem, quando ele precisa sair do jogo, eu fico na armação, sem problemas, isso é bom para o time”, afirma Larry. “Assim é bom que os dois conseguem descansar um pouco mais ao longo da partida”, reitera o ala/armador norte-americano, que naturalizou-se brasileiro em 2012.

Aliás, depois que Larry virou brasileiro, passou a defender a Seleção, e nestes momentos toda a armação da equipe ficou a cargo de Ricardo Fischer. Neste ano, por exemplo, o “Alienígena” só voltou da Copa América em setembro, com o Estadual entrando no returno. Por coincidência, Ricardo havia se machucado na partida anterior, e ambos só voltaram a jogar juntos na reta final do Paulista, em outubro, e na primeira fase da Liga Sul-Americana.


Ajustes

“Desde quando cheguei em Bauru, a ideia era essa, jogar junto com o Larry. Mas as coisas foram acontecendo, o time foi indo bem, até devido a algumas contusões a equipe passou a ter este formato. O Larry é um exímio arremessador. Eu tenho mais a característica de organizar, então acho que o time ganhou também”, explica Ricardo Fischer.

“Acho que falta um pouco ainda só o entrosamento com alguns companheiros de equipe, pois eu e o Larry estamos jogando juntos nessa temporada só agora, depois da Sul-Americana, e tem alguns jogadores que chegaram neste ano no time. Mas com esses dias de treino já vai melhorar bastante isso para a sequência”, aponta Ricardo.

O técnico Guerrinha salienta o ganho para a equipe com dois armadores. “A gente passa a ter mais um jogador com o Ricardo (Fischer) e outro com a intensidade e a qualidade do Larry. A diferença é que o Ricardo faz mais o time jogar, enquanto o Larry é mais de pontuar. O que não significa que o Larry não faça o time jogar ou que o Ricardo não pontue, mas são características de cada um que se complementam”, cita o treinador.

“Isso é bom na verdade. Eles podem jogar juntos, um descansa o outro ao longo do jogo, e ganhamos também em outras posições, como no garrafão, com o Murilo, que está se ajustando na função 4, com o Lucas Tischer mais na 5, e a lateral ganhando com a volta do Fernando Fischer e em breve a chegada do Ayarza (Josimar Ayarza, ala panamenho, que chega na semana que vem)”, conclui Guerrinha.

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