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'Bola de fogo' chamou a atenção de um grupo de amigos de Andradina, que flagraram o suposto asteróide enquanto tocavam violão; veja o vídeo |
“Eu estava sentada no sofá olhando o céu pela janela da sala, quando vi uma ‘bola de fogo’ passando. Foi tão rápido, que eu fiquei tão surpresa que não consegui tirar o olho e nem falar nada para meu namorado que estava ao meu lado.” O depoimento é da estudante Júlia Gottschalk, de 22 anos, que mora na Vila Altinópolis, próximo à avenida Nações Unidas, em Bauru.
Essa cena inusitada não foi vista apenas por Júlia. Vários moradores de Bauru e região também observaram este fenômeno na noite desta quarta-feira (23), por volta das 23h30, como em Itatinga, Macatuba, Penápolis, Avaí e Andradina.
Fábio Marcelo Catarin, por exemplo, contou para a reportagem do JCNet que o fenômeno teve a duração de 30 segundos. “Foi magnífico. A princípio pensei que fosse um morteiro, mas sua trajetória era na horizontal. Infelizmente, não tinha um celular em mãos, mas vai ficar na memória”.
Jessika Alves estava na estrada, próximo à cidade de Bauru, quando também viu a ‘bola de fogo’. “Parei na estrada para observar. Foi lindo. Mas não imagino o que pode ter sido. Parecia um cometa dos desenhos animados, uma bola em atrito com o vento e o fogo em sua volta deixando um rastro dourado”.
Solange Gasparetti só viu a cena porque seu filho a avisou. “Estávamos numa festinha de aniversário. Meu filho e mais alguns amiguinhos dele também viram e até chamaram as mães”.
Em Penápolis, Daniele Oliveira Pereira também pôde se maravilhar com a cena. “Eu estava chegando da faculdade quando parei em frente da minha casa para me despedir do meu namorado. Foi então que eu vi esse fenômeno. Fiquei tão surpresa que não lembrei nem de pegar o celular para registrar”, conta.
Outros leitores enviaram diversos relatos do fenômeno e muitos aproveitaram para fazer seus pedidos. Luiz Fernando Lara foi um deles. Ele estava com mais três pessoas quando viu a passagem da 'bola de fogo'. “Cada um fez três pedidos, pois a ‘estrela’ se dividiu em três. Agora é esperar o pedido ser atendido”.
O JCNet entrou em contato com o Instituto de Pesquisas Meteorológicas (IPMet) da Unesp de Bauru. O professor do Observatório Didático Astronômico, Rodolfo Langhi, informou que o fenômeno se trata de um bólido, um meteoro com grande intensidade de brilho e fragmentação do corpo.
“Esses fenômenos não são muito raros no céu. São corpos rochosos provenientes do espaço e que entram na atmosfera terrestre ou restos de artefatos, como satélites artificiais ou lixo espacial”, afirma.
Além do IPMet, o JCNet entrou em contato com a base da Força Aérea Brasileira (FAB) de Pirassununga. O setor operacional informou que os radares não registraram a passagem do meteoro devido à rapidez dele e não puderam verificar a dimensão e detectar o movimento.
