Quioshi Goto |
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Como o asfalto da via cedeu, a quadra 14 da rua Henrique Savi não apresenta condições para o tráfego de veículos |
O abastecimento nos bairros Jardim Aeroporto, Jardim Planalto, Jardim América, Jardim Panorama, Vila Universitária, Vila Regina e Jardim Infante Dom Henrique foi prejudicado pela perfuração de adutora de água na noite da última quarta-feira. Além disso, foram destruídos o solo e o asfalto de mais da metade da quadra 14 da rua Henrique Savi, próximo ao Bauru Shopping, impedindo o tráfego de veículos na via.
Os prejuízos que afetaram moradores na quinta-feira e ainda terão efeitos hoje foram provocados por funcionários da GVT, que, na noite de anteontem, executava serviços no local para a implantação de cabos de fibra ótica no subsolo. Segundo relatos, o erro se deu no local de perfuração com a broca, que atingiu a tubulação de água.
O fato ocorreu por volta das 22h de quarta-feira, mas só foi constatado pela Prefeitura de Bauru e pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) no início da tarde de ontem, quando a pavimentação da quadra 14 da Henrique Savi cedeu após a passagem de um ônibus na via.
A situação foi tão grave que levou ao local o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), o secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues, o diretor da Divisão Técnica do DAE, Manuelino Câmara Filho, e o procurador-geral Ricardo Chamma.
O rompimento na adutora provocou o desperdício de 2 milhões de litros de água, capacidade total do reservatório UR-29 (Shopping). Foi grande o volume de água que vazou pela via pública. “Nós não fomos avisados. Pela manhã, começamos a receber reclamações de falta de água aqui e ficamos tentando descobrir o que havia acontecido. A situação só não foi pior porque são muitos prédios em volta, com caixas d’água com bastante capacidade”, explicou Manuelino.
A força da água abriu crateras na via pública, que, segundo o prefeito, se tornou um campo minado. “O solo está parecendo uma geleia. A empresa tinha um mapa com a tubulação do DAE, mas planejaram a perfuração muito próxima dela. A margem de erro era mínima”, reclamou Rodrigo.
De acordo com Sidnei Rodrigues, será necessário arrancar todo o asfalto restante na quadra 14 da Henrique Savi, a substituição de solo, a implantação de nova camada e pavimentação, além da pintura para sinalização viária. “Dá para recuperar isso na sexta-feira”, garantiu o secretário de Obras.
Responsabilidade
Na tarde de ontem, no local do problema, o procurador-geral do município, Ricardo Chamma, conversou com funcionários da GVT. A empresa se comprometeu a assinar, nesta sexta-feira, termo de compromisso, garantindo o ressarcimento à prefeitura, que se responsabilizará pela execução das obras para recuperação da via pública.
“A GVT alega que não tem condições de contratar uma empresa para fazer esse serviço na velocidade necessária. Então o município vai fazer e eles vão pagar”, explicou Agostinho, que preferiu não estimar o custo para a reconstrução da quadra.
A pavimentação de uma quadra custa, em média, R$ 40 mil. No entanto, todo o solo precisa ser substituído, pois, em função da água, não tem condições de dar a sustentação necessária à via.
A empresa também terá que pagar os 2 milhões de litros de água desperdiçados, que devem custar entre R$ 12 mil e R$ 15 mil, segundo estimativa do DAE.
A adutora foi consertada ainda na tarde de ontem e o prazo de previsão para a normalização do abastecimento era a madrugada de hoje, pois dependia do enchimento do reservatório.
Durante a permanência do prefeito no local, moradores reclamaram de que as obras de perfuração para implantação da infraestrutura da GVT estavam acontecendo no período noturno, gerando transtornos e incômodo à população.
Em nota, a empresa responde que a tubulação de água rompida já foi reparada e alegou ter entrado em contato com o DAE assim que identificado o problema, sob o protocolo de abertura de atendimento de número 359140.
A GVT diz ainda que todas as obras que executa contam com a autorização da prefeitura e garante a recomposição da via para a manhã desta sexta-feira.
Trânsito no local
Como o asfalto da via cedeu, a quadra 14 da rua Henrique Savi não apresenta condições para o tráfego de veículos. Em função disso, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) informa que a via permanecerá interditada por tempo indeterminado. Agentes de fiscalização do órgão estarão no local para orientar os motoristas
Para quem vem da quadra 15 da rua (altura do Bauru Shopping), o desvio se dá pelo quarteirão 3 da rua Professor Durval Guedes de Azevedo e quarteirão 03 da rua Dr. Sergio Tulio Carrijo Coube, por onde é possível voltar ao quarteirão 13 da rua Henrique Savi.
As linhas do transporte coletivo que passam pelo local adotarão esse itinerário. Nenhum ponto de ônibus terá o atendimento prejudicado.
