Depois de três horas de audiência, o Ministério Público do Trabalho e os representantes do Grupo Fênix chegaram a um acordo que levou ao fim da greve de aproximadamente 250 colhedores de laranja em Avaí e Espírito Santo do Turvo, a 75 quilômetros de Bauru.
Os trabalhadores de duas fazendas do grupo, especializadas na citricultura, cruzaram os braços na terça-feira, sob a alegação de que estavam recebendo descontos ilegais nos holerites, devido a irregularidades no sistema de pesagem das caixas de laranja colhidas, já que ganham por produtividade. A empresa alegou aos colhedores que parte da produção foi perdida, levando aos descontos salariais.
Os representantes do grupo assinaram TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), no qual se comprometeram a indenizar os valores descontados dos empregados das fazendas pertencentes à empresa. O sistema de pesagem da laranja será extinto, dando lugar ao pagamento individualizado por caixa, o que facilita o controle pelos próprios trabalhadores.
O TAC também prevê obrigações referentes à saúde e segurança do trabalho e outros benefícios salariais.