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Especialista diz que tempo de prova do segundo dia do exame é insuficiente

Agência Brasil
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O tempo de cinco horas e meia para que o candidato resolva as questões e escreva a redação no segundo dia de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é insuficiente, de acordo com análise do especialista e presidente de honra do Cursinho Henfil de São Paulo, Mateus Prado. Segundo ele, a prova tem 180 questões e a maioria exige muita leitura. “Não dá tempo do aluno bem preparado fazer tudo. Se fez a redação, teve que chutar alguma”, diz.


As questões eram de linguagem, códigos, matemática e suas tecnologias. O tema da redação foi Efeitos da Implantação da Lei Seca no Brasil. O Enem abordou temas como Tropicalismo e novas tecnologias. Entre os itens foram citados artistas da música como Rita Lee, Noel Rosa, João de Barro, Dolores Duran, Ary Barroso, Lamartine Babo, Tom Jobim e Vinicius de Moraes. A questão, que trata do movimento musical da década de 1960, o Tropicalismo, segundo o professor exigia conhecimentos além dos que são dados em sala de aula.


Na prova há também, como anteontem, questão sobre índios, que trata de comunidades tradicional, citando a obra As razões de Ser Guarani-Kaiowá, de Rafael Azzi. Parte da letra de Até quando? de Gabriel, o Pensador, também aparece, em questão sobre linguística.


Prado diz que a prova de ontem, diferentemente da de anteontem, manteve o padrão que vem sendo usado nos exames dos anos anteriores, com questões que exigem muita interpretação de texto.

 

Lei Seca na redação

Efeitos da Implantação da Lei Seca no Brasil foi o tema de redação apresentado ontem aos estudantes que participam do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), conforme divulgado no início da tarde pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Ontem foi o segundo dia de prova do exame e também o mais temido por muitos candidatos, justamente devido à elaboração da redação.


A proposta da redação trazia dois textos: um sobre a aplicação da lei seca no Brasil e o segundo era uma notícia sobre acidente de trânsito no Brasil.


Bruna Abrusio, 20 anos, cursa jornalismo e fez o Enem para conseguir financiamento estudantil. “Fiquei esperando aquelas questões com alternativas ridiculamente absurdas, como nos outros anos, mas isso não aconteceu desta vez.’’


“Achei a prova fácil e o tema da redação bastante atual’’, conta Vânia Souza, 31 anos, que fez a prova na FMU da Liberdade, em São Paulo.


“Muito interessante o tema da Redação. Eu esperava que fosse sobre as manifestações, mas acho que o assunto está muito batido. O assunto da lei seca foi mais interessante’’, diz Isabelle Duarte, 17 anos, que fez Enem como treineira.


Para Natália Vianna, 18, o tema da redação é “ultrapassado’’: “Essa discussão (sobre a lei seca) é antiga. Achei que trariam algo mais atual’’.

 

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