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Eduardo Campos e Marina defendem manter as conquistas de ex-presidentes

Reuters
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O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, e a ex-senadora Marina Silva defenderam as conquistas obtidas nas gestões de FHC e de Lula como pilares do programa de governo que ambos começaram a discutir ontem em encontro entre PSB e Rede Sustentabilidade.

Os aliados reconheceram a estabilidade econômica como conquista do governo do tucano Fernando Henrique Cardoso e a inclusão social como marca da administração do petista Luiz Inácio Lula da Silva.

“As conquistas não podem ser de governos ou partidos”, disse Marina em entrevista coletiva ao lado de Campos no intervalo de um encontro entre integrantes do PSB e da Rede Sustentabilidade, partido que Marina buscava criar para disputar a eleição do ano que vem, mas que não conseguiu registro junto à Justiça Eleitoral.

“(As conquistas) têm de ser da sociedade”, acrescentou a ex-senadora, que se filiou ao PSB e firmou uma aliança com Campos após a rejeição do pedido de registro da Rede. “Nossa visão é de proteger essas conquistas e tornar isso um ponto central do nosso programa”, disse Campos.

Membros da Rede e do PSB reuniram-se nesta segunda em São Paulo para iniciar as discussões sobre um programa de governo que pode ser concluído até dezembro.

Havia a expectativa da divulgação de um documento que apontaria o que Rede e PSB consideram como os cinco principais problemas do Brasil, o que não ocorreu.

Ainda não há uma definição oficial de quem será o candidato do PSB à Presidência depois da filiação da ex-senadora ao partido.

Campos, que preside o PSB, no entanto, é apontado como favorito para encabeçar a chapa da sigla ao Palácio do Planalto, embora Marina apareça mais bem colocada nas pesquisas de intenção de voto.

Para aliados do governador pernambucano isso se deve ao fato de Marina ser mais conhecida por ter disputado a eleição presidencial de 2010.

Eles apostam na transferência de votos da ex-senadora para o presidente do partido e no baixo conhecimento que ele tem entre o eleitorado como provas de que Campos tem espaço para crescer.

A aliança entre Campos e Marina foi anunciada como alternativa para romper a polaridade PT-PSDB.

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