Economia & Negócios

Mantega diz que não há data para aumento dos combustíveis

Por Mariana Schreiber | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Reprodução Internet

A Petrobras reivindica aumento dos preços dos combustíveis. Os preços cobrados no Brasil são menores, do que no mercado internacional

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta quarta-feira (30) que não há nada definido sobre o novo modelo de reajuste da gasolina e do diesel e voltou a afirmar que não há data para o aumento dos combustíveis.

"A metodologia está sendo desenvolvida, ela não está pronta, portanto não há nada definido", afirmou, ao deixar evento em comemoração aos dez anos do programa Bolsa Família. "Não tem nenhuma data para aumento, nada disso", acrescentou.

Nesta manhã de quarta-feira, a Petrobras divulgou um fato relevante ao mercado esclarecendo que uma nova metodologia de precificação da gasolina e do diesel foi aprovada por sua a a Diretoria Executiva e ainda está em análise em seu Conselho de Administração, do qual Mantega é presidente.

A divulgação do fato relevante atendeu pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), após as ações da estatal terem disparado na segunda-feira, quando foi revelado por um dos seus diretores que a empresa elabora um modelo de reajuste automático dos combustíveis.

Esse modelo levará em conta fatores como cotação do dólar, preço internacional do petróleo e produção e importação de combustíveis pela Petrobras. Mantega minimizou a relevância do fato relevante como indicativo de que a nova metodologia deve ser adotada.

"Teve que lançar fato relevante porque houve conhecimento por parte do mercado de que se estava trabalhando numa metodologia. Aliás, não é de agora, já fazem alguns meses. Então, a CVM obrigou a Petrobras a fazer um fato relevante porque isso mexe com o mercado. Foi só isso. O fato relevante se explica". disse.

"Nós estamos desenvolvendo essa metodologia já há alguns meses. É uma coisa séria, importante, não pode ser feita rapidamente, afogadilho", insistiu.

A Petrobras reivindica aumento dos preços dos combustíveis porque os cobrados no Brasil são menores que os praticados no mercado internacional, o que causa prejuízos à estatal, que importa parte da gasolina e do diesel vendido no país.

O governo, que controla a Petrobras, mantém os preços aqui abaixo dos internacionais para evitar um aumento da inflação.

 

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