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Lula diz que Marina Silva tomou ?lições? erradas de economia

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Dias depois de a ex-senadora Marina Silva indicar que reconhece a contribuição do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para a estabilidade econômica do País, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a ex-aliada dizendo que ela precisa parar de aceitar “lições” erradas sobre o tema.

Marina, que foi ministra do Meio Ambiente no primeiro mandato de Lula e tem criticado a política econômica da presidente Dilma Rousseff, afirmou no início da semana que era preciso dar crédito a FHC e aos tucanos pelas conquistas econômicas do País, “para não fazer injustiça”.

“A Marina entrou no governo junto comigo, em 2003, e ela sabe que o Brasil tem hoje mais estabilidade, em todos os níveis, do que a gente tinha (antes)”, disse Lula. “Nós herdamos do FHC um País muito inseguro, não tinha nenhuma estabilidade.”

O ex-presidente, que falou sobre o assunto a jornalistas após participar de evento comemorativo dos dez anos do Bolsa Família, disse que Marina “deve ter esquecido” das dificuldades econômicas que o País enfrentava quando os petistas chegaram ao poder. “Tínhamos uma inflação de 12% quando cheguei e tem uma inflação hoje de 5,8%.”


2018

Em almoço que participou na tarde de anteontem no Senado, o ex-presidente Lula disse aos participantes, em tom de brincadeira, que está fazendo duas horas de exercícios físicos todos os dias para entrar em forma e que, se “encherem o saco”, estará de volta em 2018.

Segundo políticos que estiveram no almoço, realizado no gabinete da liderança do PTB, Lula fez o comentário logo após fazer uma avaliação de que Eduardo Campos (PSB-PE) e Aécio Neves (PSDB-MG) terão problemas para administrar suas “sombras”, a ex-senadora Marina Silva e o ex-governador José Serra, respectivamente.

Ao declarar isso, alguém perguntou a Lula se ele não se considerava uma “sombra” da presidente Dilma Rousseff. Ele negou, segundo participantes, reafirmando que seu objetivo principal agora é reeleger Dilma.

 

‘De costas para o povo’

A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva usaram ontem o evento de comemoração dos dez anos do Bolsa Família, em Brasília, para atacar a oposição e a imprensa e para rebater as críticas de que o programa não tem uma “porta de saída”.

Sob o mote “o fim da miséria é só o começo”, patrocinado pelo marqueteiro João Santana, Dilma e Lula reuniram governadores, prefeitos, congressistas e ministros em ato que teve como mestre de cerimônias o ator Paulo Betti, simpatizante do PT.

“Ninguém que governou de costas para o povo tem legitimidade para atacar o combate à desigualdade que fizemos”, discursou Dilma, que citou Lula 11 vezes.

Em uma dessas menções, ela, que militou em grupos que defendiam a luta armada na ditadura (1964-85), afirmou ter aprendido com o ex-presidente que as verdadeiras transformações não se dão pela violência.

 


 

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